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À espreita de… After us

2023/01/17

After Us é um jogo muito aguardado na FIJ de Cannes trazido pela Catch Up Games, uma editora que merece toda a nossa atenção a cada novo lançamento.

After Us é um jogo de Florian Sirieix e ilustrado por Vincent Dutrait para 1-6 jogadores com mais de 12 anos e uma duração aproximada de 60 minutos.

O enredo de After Us: A humanidade morreu deixando para trás meros vestígios da sua passagem pelo planeta. Com o passar do tempo, a natureza recuperou o seu lugar e restabeleceu-se um pouco por toda a parte. Neste mundo ressurgente, os macacos continuaram a evoluir. Começaram a reunir-se em tribos, crescendo, dominando itens humanos e avançando na sua busca pelo conhecimento. Como líder de um dessas tribos, os jogadores precisam guiar a sua tribo em direção a uma inteligência coletiva.

Image Matthieu Bonin

After Us é um jogo de deck-building e gestão de recursos com um sistema de combinação original e intuitivo no qual cada jogador lidera uma tribo de primatas não humanos. Começando apenas com saguins, os jogadores combinam as suas cartas a cada turno para recolher recursos e pontos de vitória, atraindo novos primatas para a sua tribo ao longo do caminho: gorilas poderosos, orangotangos engenhosos, chimpanzés versáteis e sábios mandris. O primeiro jogador a obter 80 pontos ganha a corrida pela inteligência coletiva — e vence o jogo!

O jogo é aguardado em março, embora no final de fevereiro seja apresentado na FIJ.

Burg Appenzell

2022/12/27

Sinopse:

Burg Appenzell é um jogo familiar/infantil em que os jogadores têm por objetivo conquistar 4 tipos de queijos diferentes. Para o conseguir terão de colocar os seus ratinhos de forma inteligente no tabuleiro para que dois deles fiquem ao mesmo tempo sobre uma ficha do mesmo tipo de queijo. Assim que alguém consiga 4 queijos diferentes o jogo termina e esse jogador é declarado como o rato mais astuto do Castelo de Appenzell!

Como se joga:

⇒ Setup

No início coloca-se a caixa no centro da mesa e cobrem-se todos os buraquinhos com fichas quadradas com ilustrações de diferentes tipos de queijo, outras com um fundo cinzento a imitar tijolos e ainda fichas de armadilha.

Depois de todos os buracos tapados irá sobrar uma dessas fichas, que se coloca ao lado do tabuleiro.

Por cima das fichas que se acabaram de colocar, coloca-se agora o suporte para as fichas de telhado e depois as respetivas fichas com ilustrações de telhado.

Cada jogador recebe quatro ratinhos da sua cor. Nos cantos da caixa colocam-se as torres e ao lado do tabuleiro colocam-se os marcadores dos 7 diferentes tipos de queijo.

⇒ Desenvolvimento

Cada jogador coloca um dos seus ratos numa das torres desocupada, o jogador que viu pela última vez um castelo real é o primeiro a jogar.

O jogo continua no sentido dos ponteiros do relógio e à vez. No seu turno, cada jogador pode executar 4 ações de entre as seguintes:

  • Retirar um telhado
  • Mover-se
  • Deslizar as fichas de queijo

Retirar um telhado

Se um jogador tiver um ratinho adjacente a uma ficha de telhado pode retirá-la para ver os espaços que estão ali “escondidos”. As fichas do telhado retiradas são colocadas ao lado da caixa até que a vez desse jogador passe para o jogador seguinte.  

Cada ficha de telhado retirada conta como uma ação das quatro que o jogador tem à sua disposição.

  Mover-se

A ação de movimento é aquela que permite ao jogador colocar um dos seus ratos numa torre desocupada, e assim entrar no castelo.

Se o rato já estiver colocado no castelo, por cada ponto de ação o jogador pode mover o seu rato para uma casa adjacente ao lugar onde está. Por cada movimento gasta um ponto de ação dos 4 que tem disponíveis.

O rato não pode entrar em casas que ainda tenham uma ficha de telhado, ou seja, para realizar esta ação terá primeiro que gastar um ponto de ação a remover a ficha de telhado e só depois poderá mover-se, gastando para esse efeito outro ponto de ação, ou mais, se fizer mais que um movimento.

Só pode haver um rato em cada casa do telhado, é possível passar por cima de outros ratos que já estejam no telhado, desde que não se pare em nenhuma delas.

Deslizar as fichas de queijo

Em cada um dos lados do castelo, por baixo das bandeirolas vermelhas, há 3 encaixes onde se pode introduzir a ficha de queijo que está do lado de fora do tabuleiro.

Se um jogador quiser executar uma ação de deslizar tem de pegar na ficha de queijo que está do lado de fora do tabuleiro,  introduzi-la numa das ranhuras e em seguida fazer deslizar toda a linha de fichas de queijo que estão ocultas por baixo do telhado. Ao executar esta ação fará sair uma ficha de queijo na extremidade oposta.

 Esta ação de deslizar é a única que não se pode repetir mais do que uma vez por turno.

Ratoeiras

Quando se executa a ação de deslizar é possível que algum rato que esteja em cima do Telhado seja apanhado numa ratoeira, caindo num dos inúmeros “alçapões” por baixo do telhado. Esse rato sai de jogo definitivamente.

Colecionando fichas de  queijo

Há 7 tipos de queijo  diferentes,  cada tipo de queijo tem 3 fichas que estão em jogo por baixo o telhado.

Sempre que um jogador consegue colocar dois dos seus ratos em cima de duas fichas com a ilustração do mesmo tipo de queijo,  ganha imediatamente um marcador desse queijo (da reserva) e coloca-o à sua frente. 

Um jogador pode ganhar um marcador de queijo mesmo não sendo a sua vez, pela ação de deslizar de outro jogador. 

Cada jogador não pode ter mais que uma ficha do mesmo tipo de queijo, por isso, para ganhar tem de colecionar 4 marcadores de 4 tipos diferentes de queijo.

 Fim do turno

 No fim do turno de cada jogador, temos de cobrir novamente os espaços de telhado que não tenham nenhum rato nessa área.

Esta ação não é considerada na contabilidade das 4 ações que cada jogador tem por turno.

BGG – Henk Rolleman

⇒ Fim do jogo

 O jogo acaba assim que um jogador colecione 4 peças de queijo diferentes. Esse jogador declarado vencedor!

O jogo também pode terminar se um jogador perder o seu terceiro rato numa ratoeira. Nesse caso, o vencedor de entre os outros jogadores é o que tiver mais marcadores de queijo à sua frente. Se ainda assim, vários jogadores tiverem a mesma quantidade de marcadores de queijo, ganha aquele que estiver há mais tempo à espera da sua vez de entres os jogadores empatados.

Avaliação:

Burg Appenzell é um jogo excelente com componentes de uma qualidade impressionante e que nos prende a atenção sempre que está montado numa mesa.

Não será muito exagerado dizer que este é um clássico incontornável e que está no restrito lote de jogos infantil indispensáveis. O seu cocktail de mecanismo bem interligados são parte do seu sucesso. Burg Appenzell são uma excelente introdução aos jogos de estratégia e estimulam neles o lado “gamer” e estratega.

Embora seja um jogo infantil, os adultos vão adorar jogá-lo e por isso o recomendo a todos!

Ligações:

Site da Zoch Verlag → AQUI

Ficha BGG → AQUI

Resumo em português  AQUI

Comprar:

Amazon  AQUI

CSR Awards 2021

2022/12/26
by

Os prémios mais emblemáticos dos Wargames são os Charles S. Roberts. Por isso quando os vencedores são anunciados todos os amantes do género param para ver os vencedores das inúmeras categorias do prémio.

Aqui ficam os vencedores da edição 2021:

Wargame of the Year
Para o melhor jogo de guerra do ano, excluindo reimpressões e reedições.

• VENCEDOR: Atlantic Chase, GMT Games, designer Jeremy White
• Bayonets & Tomahawks, GMT Games, designer Marc Rodrigue
• NATO: The Cold War Goes Hot, Compass Games, designer Bruce Maxwell
• Panzers Last Stand, Multi-Man Publishing, designer Carl Fung
• The Third Winter, Multi-Man Publishing, designer Antony Birkett

Best Ancients to Medieval Era Board Wargame
Para jogos de guerra até à Idade Média até 1453.

• VENCEDOR: Rome, Inc., Against the Odds, designer Phillip Jelley
• Cradle of Civilization, Compass Games, designers Sean Chick & Daniel Chick
• Dawn of Battle, Worthington Publishing, designer Mike Nagel
• Mediterranean Empires, Decision Games, designer Javier Romero
• The Grass Crown, Hollandspiele, designer Amabel Holland

Best Early Gunpowder Board Wargame 1453-1793 AD
Para jogos de guerra entre 1453 e 1793, incluindo explicitamente o Renascimento e Sengoku Jidai.

• VENCEDOR: Bayonets & Tomahawks, GMT Games, designer Marc Rodrigue
• Commands and Colors: Samurai Battles, GMT Games, designer Richard Borg
• Granada: Last Stand of the Moors, Compass Games, designer Jose Antonio Rivero
• Lepanto 1571: A Sea Turned Red by Blood, Acies Edizioni, designer Enrico Acerbi

Best Late Gunpowder to Pre-World War I Board Wargame, excluding American Civil War and Napoleonic Topics
Para jogos de guerra após 1793, até a Primeira Guerra Mundial, excluindo a Guerra Civil Americana e as Guerras Napoleónicas envolvendo Napoleão ou um de seus marechais.

• VENCEDOR: Red Flag Over Paris, GMT Games, designer Fred Serval
• First Blood in the Crimea: Battle of the Alma, Compass Games, designer Ty Bomba
• Nachod and Skalitz 1866, Vae Victis, designers Arnold Giraud-Moser, Luc Olivier
• War of the Triple Alliance, NAC Wargames, designer Pedro Iñaki Martínez

Best Napoleonic Board Wargame
Para jogos de guerra na era das Guerras Napoleónicas entre 1793 e 1815 e envolvendo Napoleão ou um de seus marechais.

• VENCEDOR: Napoleon Invades Spain, Operational Studies Group, designer Kevin Zucker
• Coalition: The Napoleonic Wars, Compass Games, designer Javier Garcia de Gabiola
• La Bataille de Berlin, Marshal Enterprises, designers James Soto & Dennis A. Spors
• La Bataille de Hanau, Legion Wargames, designer Didier Rouy
• Trois Jours de Gloire 1805, Vae Victis, designer Frédéric Bey

Best American Civil War Board Wargame
Para jogos de guerra durante a Guerra Civil Americana de 1861-1865, ou lidando com os fundamentos ou consequências desse conflito.

• VENCEDOR: Hood Strikes North, Multi-Man Publishing, designers Joseph M. Balkoski, Ed Beach & Chris Withers
• Atlanta Campaign: The Death of Dixie, Lock ‘n Load Publishing, designer Don Lowry
• The Day Was Ours, Revolution Games, designer Matt Ward
• Our God Was My Shield, Hollandspiele, designer John Theissen
• Thunder at Dawn, Revolution Games, designer Claude Whalen

Best World War I Era Board Wargame
Para jogos de guerra entre 1914 e antes da Guerra Civil Espanhola.

• VENCEDOR: Decisive Victory 1918: Soissons, Legion Wargames, designers Serge Bettencourt, Tim Gale
• 1914: Fureur à l’Est, Vae Victis, designer Laurent Martin
• MacGowan & Lombardy’s The Great War, RBM Studios, designer Dana Lombardy
• Empire at Sunrise, Hollandspiele, designer John Gorkowski
• Trench Club, PKB Games, designer Philipp K. Berger

Best World War II Era Board Wargame
Para jogos de guerra no período da Segunda Guerra Mundial.

• VENCEDOR: Atlantic Chase, GMT Games, designer Jeremy White
• Absolute War!, GMT Games, designer Carl Paradis
• Conquest & Consequence, GMT Games, designer Craig Besinque
• Panzers Last Stand, Multi-Man Publishing, designer Carl Fung
• The Third Winter, Multi-Man Publishing, designer Antony Birkett
• Zero Leader, Dan Verssen Games, designer Chuck Seegert

Best Modern Era Board Wargame
Para jogos de guerra após a Segunda Guerra Mundial, durante a Guerra Fria ou conflitos hipotéticos após a Segunda Guerra Mundial.

• VENCEDOR: NATO: The Cold War Goes Hot, Compass Games, designer Bruce Maxwell
• 1985: Sacred Oil, Thin Red Line Games, designer Fabrizio Vianello
• The Dogs of War, Thin Red Line Games, designer Fabrizio Vianello
• Indian Ocean Region, Compass Games, designer John Gorkowski

Best Science-Fiction or Fantasy Board Wargame
Para jogos de guerra num cenário de ficção científica ou fantasia.

• VENCEDOR: A Billion Suns: Interstellar Fleet Battles, Osprey Games, designer Mike Hutchinson
• Five Parsecs from Home, Modiphius Entertainment, designer Ivan Sorensen
• Oath: Chronicles of Empire and Exile, Leder Games, designer Cole Wehrle
• World of Warcraft: Wrath of the Lich King, Z-Man Games, designers Justin Kemppainen, Todd Michlitsch, Alexandar Ortloff & Michael Sanfilippo

Best Solitaire or Cooperative Board Wargame
Para jogos de guerra projetados para serem jogados por um ou mais jogadores em modo cooperativo ou com uma dedicada experiência solitária.

• VENCEDOR: Atlantic Chase, GMT Games, designer Jeremy White
• Rome, Inc., Against the Odds, designer Phillip Jelley
• Soldiers in Postmen’s Uniforms, Dan Verssen Games, designer David Thompson
• Tarawa 1943, Worthington Publishing, designers Grant Wylie, Mike Wylie
• Zero Leader, Dan Verssen Games, designer Chuck Seegert

Best Magazine Board Wargame
Para jogos de guerra publicados ou distribuídos com uma revista de jogos de guerra.

• VENCEDOR: Hannut: France 1940, Decision Games, designer Joe Youst
• Mediterranean Empires, Decision Games, designer Javier Romero
• Monty’s D-Day, Against the Odds, designer John Prados
• Rome, Inc., Against the Odds, designer Phillip Jelley
• World War Africa, Decision Games, designer Javier Romero

Best Expansion or Supplement for an Existing Board Wargame
Para uma expansão de jogo de guerra existente e não um jogo base por si, requerendo o jogo base.

• VENCEDOR: Undaunted: Reinforcements, Osprey Games, designers David Thompson & Trevor Benjamin
• Panzer Grenadier: Black Panthers, Avalanche Press, designer Michael Bennighof
• SpaceCorp: Ventures, GMT Games, designer John H. Butterfield
• Tank Duel: Expansion #1 – North Africa, GMT Games, designer Mike Bertucelli
• Wing Leader: Legends 1937-1945, GMT Games, designer Lee Brimmicombe-Wood

Best Board Wargame Playing Components
Para a apresentação gráfica, física e interface visual dos componentes de um jogo de guerra e auxiliares do jogador, exceto o mapa ou superfície de jogo e as regras.

• VENCEDOR: Atlantic Chase, GMT Games
• Bayonets & Tomahawks, GMT Games
• Commands and Colors: Samurai Battles, GMT Games
• NATO: The Cold War Goes Hot, Compass Games
• Panzers Last Stand, Multi-Man Publishing

Best Board Wargame Map Graphics
Para a apresentação gráfica e física da superfície ou tabuleiro de um jogo de guerra.

• VENCEDOR: Bayonets & Tomahawks, GMT Games, ilustrador Marc Rodrigue
• The Deadly Woods, Revolution Games, ilustrador Joe Youst
• Hood Strikes North, Multi-Man Publishing, ilustrador Charles Kibler
• NATO: The Cold War Goes Hot, Compass Games, ilustrador Bruce Yearian
• Panzers Last Stand, Multi-Man Publishing, ilustrador Dean Essig

Best Board Wargame Rules
Para a apresentação completa das regras de um jogo de guerra.

• VENCEDOR: Atlantic Chase, GMT Games, designer Jeremy White
• Decisive Victory 1918: Soissons, Legion Wargames, designers Serge Bettencourt, Tim Gale
• NATO: The Cold War Goes Hot, Compass Games, designer Bruce Maxwell
• Panzers Last Stand, Multi-Man Publishing, designer Carl Fung
• The Third Winter, Multi-Man Publishing, designer Antony Birkett

Best Cover Art
Para a arte da embalagem externa frontal e traseira de um jogo de guerra.

• VENCEDOR: Storm Above the Reich, GMT Games, box artists Mark Simonitch & Antonis Karidis
• 303 Squadron, Draco Ideas, box artist Piotr Forkasiewicz
• Panzers Last Stand, Multi-Man Publishing, box artist Nicolás Eskubi
• The Third Winter, Multi-Man Publishing, box artist Nicolás Eskubi

Best Computer Wargame
Para jogos de guerra jogados principalmente em computador.

• VENCEDOR: War in the East 2, Slitherine, Ltd.
• Combat Mission Cold War, Slitherine, Ltd.
• Ultimate Admiral: Dreadnaughts, Game-Labs

Best Wargame Magazine
Para uma revista de jogos de guerra, publicada regularmente, impressa ou eletrónica.

• VENCEDOR: C3i, RBM Studios
• Against the Odds, LPS, Inc.
• Paper Wars, Compass Games
• Strategy & Tactics, Decision Games

Best Individual Historical, Scenario Analysis, or Book
Para um artigo específico ou série de artigos analisando a história dentro de um jogo de guerra, entrevista ou um novo cenário para um jogo de guerra existente em formato impresso ou web.

• VENCEDOR: Wayne Hansen, “Let’s Play! Devil Boats: PT Boats in the Solomons Overview & Review” (https://youtu.be/7oS9ub-bQsM)
• Mike Bennighof, “Race in America”, Parts 1-9 (http://www.avalanchepress.com/CriticalRace1.php)
• Robert Carroll, “Kilroy’s Deep Dive: Wargame Scale” (https://youtu.be/NyZ-DwelmwU)

Best Game Review or Analysis Website, Webcast, or Podcast
Para um site de reviews ou análise de jogos de guerra, webcast ou podcast. Não por um único episódio, mas pelo seu todo.

• VENCEDOR: The Player’s Aid (Blog & YouTube)
• Big Board Gaming (Blog & YouTube)
• KilroyWasHere (YouTube)
• Moe’s Game Table (YouTube)

James F. Dunnigan Design Elegance Award
Para o jogo de guerra ou pessoa que causou mais impacto no ano passado.

• VENCEDOR: David Thompson
• Carl Fung
• Jeremy White

Clausewitz Award Hall of Fame
Para um indivíduo que contribuiu significativamente para a indústria de jogos de guerra, que não foi premiado anteriormente.

• INDICADO: Chad Jensen
• William H. Keith, Jr.
• Michael Rinella
• Volko Ruhnke

Charles S. Roberts Best New Designer Award
Para um designer ou equipa de designers cujo primeiro ou segundo design de jogo de guerra publicado foi lançado durante o ano.

• VENCEDOR: Marc Rodrigue
• Serge Bettencourt
• Antony Birkett
• Chuck Seegert

Atlantic Chase de Jeremy White e publicado pela GMT é o grande destaque desta edição dos CSR Awards arrecadando 5 prémios nas diferentes categorias a concurso. Além do título, merece igualmente destaque a editora norte americana GMT que não deixou os seus créditos por mãos alheias e levou 9 prémios para casa.

Vem aí… Dog Park

2022/12/20

A editora e distribuidora espanhola Last Level acaba de lançar no mercado um jogo licenciado através da Birdwood Games que certamente não deixará os amantes do fiel amigo indiferentes – Dog Park.

Dog Park é um jogo da autoria de Lottie Hazell e Jack Hazell com ilustração de Kate Avery, Holly Exley e Dann May para 1 a 4 jogadores com mais de 10 anos e uma duração aproximada de 40 a 80 minutos.

Dog Park é um jogo competitivo no qual os jogadores assumem o papel de passeadores de cães que recrutam, passeiam e cuidam dos seus cães em quatro ronda.

Cada ronda está dividida em quatro fases:

  • Fase de Recrutamento: Os jogadores competem em duas rondas de leilão para adicionar cães aos seus canis. As ofertas são feitas com base na reputação dos jogadores (pontos de vitória), portanto devem ser feitas com sagacidade.
  • Fase de Seleção: Os jogadores decidem em que cães irão colocar a trela para levar a passear nesta ronda.
  • Fase de Caminhada: Os jogadores passeiam no parque para cães com seus fiéis companheiros peludos, recolhendo recursos, ganhando reputação e interagindo com outros caminhantes.
  • Fase do tempo inicial: os jogadores ganham reputação pelos cães que levaram a passear e perdem reputação pelos que estiverem no seu canil sem terem passeado.

Os jogadores devem escolher as suas rotas e os seus cães com cuidado para ganhar a melhor reputação possível e provarem que são passeadores de cães mais efetivos.

No final da partida, o jogador com mais reputação vence!

O jogo pode ser comprado AQUI e custa cerca de 45€.

Botanik

2022/12/18

Sinopse:

Beatrix Bury acaba de inventar uma geringonça capaz de produzir qualquer tipo de vegetal mecanicamente, tal invenção será a derradeira solução para resgatar o povo Katbra, aprisionado num planeta tóxico e feito de metal. É neste cenário de pré-extinção, que os jogadores, dois peritos da equipa de mecano-botanistas de Beatrix Bury, lançam as bases para criar a máquina mais eficiente na produção de legumes.

Em Botanik as fichas que irão compor a máquina de cada jogador conseguem-se a dois tempo, primeiro tem de ser colocada no tabuleiro central e só depois os jogadores terão a possibilidade de desencadear um processo para as libertar e as fazer voltar para a sua área de jogo e assim as poder integrar na sua máquina.

Como se joga:

⇒ Setup

Coloca-se o tabuleiro no centro da mesa entre os dois jogadores e ao seu lado o marcador de primeiro jogador. Cada um coloca à sua frente a ficha de máquina inicial com a face voltada para cima.

Baralham-se todas as fichas de máquina e formam-se várias pilhas ao lado do tabuleiro com a face virada para baixo. Dessas pilhas revelam-se 5 fichas com a face voltada para cima que se colocam nas 5 casas centrais do tabuleiro.

Escolhe-se quem começa e entrega-se-lhe o marcador de primeiro jogador (Meca).

Imagem Olaf Magnusson

⇒ Desenvolvimento

Botanik joga-se até todas as fichas de máquina terem sido colocadas no tabuleiro central.

O jogo desenrola-se à vez e respeitando as seguintes fases:

  1. O jogador com o Meca revela à sorte 3 fichas das pilhas de reserva com a face voltada para cima;
  2. Cada jogador, à vez e começando por aquele que tiver o Meca, colocam uma das fichas reveladas numa das casas centrais do tabuleiro;
  3. Assim que as 3 fichas tiverem sido colocadas, o marcador Meca passa para o outro jogador e repete-se novamente o processo.

Quando se coloca uma ficha no tabuleiro central podem optar por:

a) colocar a ficha do nosso lado

Neste caso é preciso que haja uma casa livre do nosso lado do tabuleiro e a ficha tem de ter uma relação direta com a ficha da casa central adjacente à casa onde pretendemos colocar essa ficha, ou seja, a casa adjacente ao local onde pretendo colocar a minha ficha tem de ter uma ficha com a mesma cor ou com o mesmo tipo de máquina.

Obviamente que se a ficha for exatamente igual à da casa central também cumpre os requisitos anteriores.

b) colocar a ficha numa das casa centrais do tabuleiro (empilhada sobre outras)

Neste caso, a ficha é colocada numa das 5 casas centrais do tabuleiro, geralmente empilhada sobre outra.

Depois de colocada a ficha verifica-se se existem fichas nessa coluna, e se houver, libertam-se as fichas que não tenham nem a mesma cor nem a mesma forma da que se acabou de colocar. Essas fichas podem ser libertadas do nosso lado, do lado do adversário ou de ambos os lados.

Se pelo menos uma das caraterísticas se mantiver, as fichas mantém-se no mesmo sítio.

Aumentar a minha máquina

Sempre que pela ação da opção b), se libertar uma ficha de máquina, os jogadores têm de a incorporar imediatamente na sua máquina obedecendo às 3 regras seguintes:

  • Tem de ser colocada adjacente a outra ficha previamente colocada na nossa máquina;
  • Um tubo só se liga a outro tubo e um lado sem tubo só se liga a outro igualmente sem tubo;
  • A ficha inicial nunca pode ser completamente cercada.

As fichas Meca-botânicas

Colocar uma ficha de meca-botânico nas casas centrais do tabuleiro não muda em nada a regra geral, no entanto, quando uma dela se liberta do nosso lado obriga-nos a trocá-la por outra ficha de qualquer casa central, que se colocará imediatamente na nossa máquina. Nessa troca pode dar-se o caso de a ficha de meca-botânico libertar uma segunda ficha, e nessa situação é legal colocar duas fichas na nossa máquina no mesmo turno.

No caso de uma ficha de meca-botânico ser libertada do lado do nosso adversário, primeiro terminamos o nosso turno e só depois ele procede ao efeito do meca-botânico que recuperou, executando todos os passos explicados anteriormente.

Uma ficha de meca-botânico nunca pode ser trocada por outra ficha de meca-botânico, mas uma ficha colocada na casa central e que permitiu libertar o meca-botânico pode ser a escolhida para fazer a troca explicada anteriormente.

⇒ Fim do jogo

O jogo termina assim que um dos jogadores coloque a última ficha no tabuleiro central. O jogador termina o seu turno de forma normal e depois faz-se a contagem dos pontos da seguinte forma:

a) Retiram-se todas as fichas da nossa máquina que não estejam conectadas com a nossa ficha de máquina inicial;

b) Conta-se 1 PV por cada ficha que faça parte de um grupo composto por um mínimo obrigatório de 3 fichas adjacentes da mesma cor;

c) Cada flor vale 1 PV.

Atenção às flores das fichas de planta e de legume que só podem ser contabilizadas se estiverem ligadas a uma ficha de tubagem da mesma cor!

Avaliação:

Botanik apresenta-se numa caixa retangular pequena na linha de jogos para 2 jogadores da editora Space Cowboys.

Como sempre, a produção do jogo é espetacular, os componentes, embora não sejam mais do que fichas de cartão e um marcador de jogador ativo, são feita com uma qualidade irrepreensível. O detalhe do marcador é digno de destaque para uma peça que dá gosto de observar ao detalhe. Sendo o requinte das produções da Space Cowboys uma das suas imagens de marca, este pequeno jogo não baixa a fasquia. O tabuleiro é também feito de uma cartão grosso a imitar um bloco de anotações, para nos transportar para o mundo steampunk a que o jogo nos conduz.

O tema do jogo diga-se, não me convenceu de todo, mas enfim, aqui estamos em presença sobretudo de uma boa mecânica. Simple, já vista em outros jogos, mas eficaz e eficiente no seu objetivo de nos prender ao jogo. Numa primeira abordagem ao gameplay, há uma nota comum: avançamos num campo meio sombrio, sem saber bem onde colocar as fichas no tabuleiro central e qual a melhor estratégia a adotar, mas depois de quatro ou cinco turnos, como que se dissipa a névoa e começa a verdadeira experiência deste Botanik.

Botanik é um jogo subtil e elegante, que irá interessar sobretudo a pessoas que gostam de jogar a dois e de interação direta. Vigiar o jogo adversário é por isso essencial quando os oponentes dominam a estratégia. O fator sorte está presente e por isso é preciso estar disponível para a frustração da aleatoriedade na revelação das fichas.

Em suma, podemos dizer que Botanik é rápido, estratégico, com muitas interações que nos mantém em suspenso ao longo de toda a partida, requerendo a adaptabilidade suficiente para acertar nos timings corretos para libertar fichas ou antes bloquear o adversário. Um aplauso final para a preocupação da editora com os daltónicos, ao incluir símbolos muito bem integrados na ilustração das fichas.

A Space Cowboys junta assim mais um título à sua já longa lista de excelentes jogos dedicados a dois jogadores (Jaipur, Tea for 2, Ankh’Or e o mais recente Splendor Duel).

Ligações:

Site da Space Cowboys → AQUI

Ficha BGG → AQUI

Resumo em português  AQUI

Comprar:

Salta da Caixa  AQUI

Vem aí… My Shelfie

2022/11/27

A Cranio Creations lança por estes dias um jogo que certamente dará que falar, chama-se My Shelfie e, assim como outros títulos da editora, alicerça-se numa ideia vencedora, o jogo do 4 em linha, e dá-lhe toda uma nova vida!

My Shelfie é um jogo de Matthew Dunstan e Phil Walker-Harding, com ilustração de Shannon Grosenbacher e Sara Valentino, para 2 a 4 jogadores com mais de 8 anos e uma duração aproximada de 30 minutos.

Neste jogo cada jogador é convidado a colocar numa estante tridimensional (como o suporte do jogo 4 em linha) os seus pertences: livros, jogos, troféus, etc. Na verdade cada uma destas coisas é representada por uma ficha quadrada que o jogador tem de colocar estrategicamente para poder cumprir o seu objetivo secreto: uma carta que lhe indica em que posição da estante deve colocar certas fichas coloridas para conseguir obter pontos de vitória.

Além da ficha secreta, os jogadores têm duas outras cartas de objetivo que são visíveis para todos e que cada um tentará cumprir em primeiro lugar para ficar com a bonificação maior, pois quem vier a seguir já levará menos pontos pelo mesmo objetivo.

Durante um turno, os jogadores podem recolher do tabuleiro comum, uma, duas ou três fichas coloridas que representam itens para colocar na sua estante. Terá que obedecer a algumas regras nesta fase:

  • As fichas devem estar adjacentes umas às outras e formar uma linha reta.
  • Todas as fichas são consideras “disponíveis” quando pelo menos um dos seus lados estiver livre no início do turno do jogador que as quer recolher.

Em seguida, o jogador deve colocar as fichas recolhidas no expositor (estante 3D) procurando cumprir os objetivos da sua carta secreta e, se possível, as cartas de objetivos comuns. Os jogadores podem ainda ganhar pontos formando aglomerados de fichas da mesma cor adjacentes umas às outras.

O primeiro jogador que preencher todos os espaços de sua estante aciona o final de jogo e ganha a ficha correspondente que lhe dará uma pequena gratificação pela sua rapidez.

O jogo continua até o final do turno do jogador sentado à direita do jogador que tiver o marcador de primeiro jogador. De seguida contam-se os pontos e ganha quem tiver mais!

My Shelfie tem tudo para ser um sucesso junto do grande público: regras muito simples de aprender e fácil de ensinar; uma presença magnífica na mesa, com componentes de elevada qualidade (desta feita a Cranio não facilitou e produziu todos os suportes 3D em plástico e não em cartão, evitando todos os erros da primeira versão de Potion Explosion) e ainda um efeito viciante que nos prende o tempo todo ao jogo, levando a nossa hipófise a produzir generosas doses de endorfina.

Um jogo de estratégia que mobiliza muita descriminação visual e o lado “arrumadinho” que há em cada um… Um título que não engana e que já poderá ser experimentado numa implementação online AQUI!

JUG 2022

2022/10/30

Este ano o prémio JUG chega mais tarde, mas continua com o mesmo pressuposto de sempre: destacar aqueles que foram os melhores jogos editados no ano de 2021 para comunidade que acompanha as publicações do JogoEu e também a comunidade local dos Boardgamers de Aveiro, onde nasceu este projeto.

Este ano o JUG foi atribuído ao jogo…

Já na categoria JUGuinho, que premeia o melhor jogo familiar, o vencedor 2022 é:

Obrigado a todos os que votaram e a todos aqueles que, uma vez mais, tornaram este prémio possível.

Para o ano cá estaremos novamente!

Scout

2022/10/22

Sinopse:

Scout é um jogo de vazas onde o objetivo é ganhar vazas e pontos pela venda de cartas aos outros jogadores até que alguém fique sem cartas na mão ou ninguém consiga bater a sequência de um jogador antes que o seu turno chegue de novo.

No final de tantas rondas como o número de jogadores, vencerá quem tiver mais pontos!

Como se joga:

⇒ Setup

Ronda
Uma ronda joga-se no sentido do ponteiro do relógio. Há tantas rondas como o número de jogadores. Começa o jogador que tenha a carta 1/2 na mão, que recebe o marcador de jogador inicial.

Antes de começar os jogadores retiram do jogo (no caso de ser necessário) algumas cartas em função do número de jogadores (indicado nas regras).

Cada jogador recebe também uma ficha de carro que deve manter à sua frente com a inscrição Scout & Play voltada para baixo. Distribui-se todo o baralho pelos jogadores. No final todos terão o mesmo número de cartas.

Depois de cada um ter o mesmo número de cartas na mão, os jogadores não as podem mais reorganizar. A posição das cartas mantem-se inalterada até ao fim da ronda, no entanto, antes de começar, todos os jogadores têm a oportunidade de girar a sua mão em 180 graus para usarem os números da extremidade oposta.

Imagem Gen X Games

⇒ Desenvolvimento

Na sua vez, o jogador ativo pode:

  • a) Jogar uma ou mais cartas da sua mão para a mesa;
  • b) Recolher uma carta jogada para a mesa por um jogador anterior a si;
  • c) Combinar as duas ações anterior, tirar carta e jogar cartas.

A) Se optar pela ação de jogar carta, o jogador tem de jogar uma ou mais cartas para a mesa, no caso de não haver cartas ainda jogadas por outro jogador. No caso de já haver cartas na mesa, a sua jogada terá de ser superior.

Se optar por jogar mais que uma carta ao mesmo tempo, estas têm de estar todas juntas no baralho, ou seja, não se podem jogar cartas que não estejam lado a lado na mão de cartas do jogador.

Para vencer uma carta, o jogador tem sempre de jogar uma carta de valor superior ou uma combinação de cartas, que podem ser sequências numéricas ou cartas com o mesmo número.

Uma sequência numérica só pode ser vencida por outra sequência superior, por exemplo: 1 e 2 pode ser batido por 2 e 3, por 3 e 4 e assim sucessivamente; qualquer sequência de duas cartas é sempre batida por um par de cartas do mesmo número, por exemplo: um 9 e um 10 é batido por par de uns, ou um par de dois e assim sucessivamente ou por uma sequência com mais cartas.

Um par de números iguais é batido por um par de números superior, por exemplo: um par de uns é batido por um par de dois ou por um par de três e assim sucessivamente; um par também é batido por uma sequência de três cartas ou por um trio. Uma sequência de três cartas é batida por uma sequência superior ou por um trio.

A ordem de grandeza vai sempre crescendo desta forma.


B) Se optar por recolher carta da mesa, o jogador tem de dar 1 ficha de 1 ponto da reserva ao dono das cartas jogadas na mesa, e de seguida pode recolher uma carta da extremidade do set de cartas jogado. Por exemplo: se o jogador A tiver jogado uma sequência 1/2/3; o jogador B pode optar por recolher cartas, mas só pode escolher entre a carta 1 ou a carta 3. Obviamente que se só existir 1 ou duas cartas esta situação não se coloca.

Quando se recolhe uma carta para a mão, decide-se livremente a posição onde se vai colocar essa carta e também qual a extremidade que nos interessa mais, ou seja, há sempre a possibilidade de usar um dos dois números que cada carta apresenta, em função da nossa necessidade de formar sequências ou conjuntos de cartas iguais no nosso baralho, para mais tarde ter combinações poderosas que vençam as cartas jogadas pelos nossos adversários.

Imagem Gen X Games

C) No decurso de uma ronda, cada jogador tem uma oportunidade de combinar as duas opções anteriores, ou seja, recolher e jogar cartas. Para isso, assinala a sua intenção voltando a ficha de carro antigo, que recebe no início da partida, para o lado Scout & Play e realiza a ação de recolher uma carta, obedecendo às regras enunciadas anteriormente. De seguida joga cartas que irão vencer as cartas que estão na mesa (agora enfraquecidas por ter recolhido uma para si).

Na eventualidade de ter recolhido a última carta que estava sobre a mesa, o jogador joga uma ou mais cartas como se fosse o jogador inicial, não tendo de bater nenhuma carta/cartas.

Imagem Gen X Games

⇒ Fim do jogo 
Uma ronda pode terminar de duas formas:
1. Um jogador fica sem cartas na mão, ou
2. As cartas de um jogador não são batidas por ninguém antes do turno voltar a ser dele.

Quando uma das condições anteriores acontece faz-se a pontuação dessa ronda e recebem-se os respetivos pontos de vitória (podem ser negativos e nesse caso viram-se as fichas para o lado oposto).

A pontuação de um jogador é composta pelo número de cartas que ele ganhou mais as fichas de pontos que ganhou por outros jogadores terem recolhido as suas cartas jogadas. A esse valor subtrai-se o número de cartas que não foram jogadas e permaneceram na sua mão.

O jogo termina após tantas rondas quantos os jogadores.

Imagem Gen X Games

Avaliação:

Scout é um daqueles jogos que tem tudo o que é preciso dentro de uma caixa pouco maior que uma caixa de fósforos.

A edição que experimentei é a verão multi-idioma da Gen X Games que tem regras em inglês e espanhol.

O material é de boa qualidade, apesar de não ser mais do que um pack de cartas e algumas fichas de cartão grosso. Para os puristas é possível arranjar um organizador de caixa para impressora 3d que parece muito prático.

As regras do jogo são muito simples e com muita facilidade se começa a jogar uma partida. O número ideal para uma partida de Scout são os 4 jogadores. A sua simplicidade permite encadear várias partidas seguidas, e com o tempo, o jogo vai “escalando” e vai-se revelando com as suas cativantes subtilezas.

Scout dá-nos muitas opções quando toca a escolher uma carta da mesa, e a escolha do timing para usar o poder do Scout & Play, outro elemento diferenciador desta pequena maravilha de pequena dimensão. As opções estratégicas vão-se revelando à medida que as partidas se vão acumulando no histórico, e para mim, isso é excelente!

Scout é rápido, fácil de aprender, cativante e divertido! Para mim tem tudo para se tornar num dos meus jogos recomendados para apresentar nos encontros de jogos de tabuleiro que vou dinamizando através do Grupo de Boardgamers de Aveiro (GBA) com novatos, grupos intergeracionais e amigos.

Se tiverem oportunidade não deixem de experimentar e tirar as vossas próprias conclusões.

Ligações:

Site da Gen X Games → AQUI

Ficha BGG → AQUI

Comprar:

Generación X  AQUI

JUG | JUGuinho 2022 – Finalistas

2022/10/10
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O JUG chega este ano mais tarde que o habitual, mas ainda a tempo de eleger os melhores de 2022.

Como sempre a seleção dos finalistas é feita a partir dos jogos lançados de janeiro a dezembro de 2021 e que mais se destacaram para nós aqui pelas bandas da Ria.

E os finalistas 2022 são:

JUG 2022

  • Ark Nova – Mathias Wigge (Feuerland Spiele)
  • Boonlake – Alexander Pfister (DLP Games)
  • Golem – Flaminia Brasini, Virginio Gigli, Simone Luciani (Cranio Creations)
  • Imperial Steam – Alexander Huemer (Capstone Games)
  • Messina 1347 – Raúl Fernández Aparicio, Vladimír Suchý (Delicious Games)

JUGuinho 2022

  • Cascadia – Randy Flynn (Flatout Games)
  • Codex Naturalis – Thomas Dupont (Bombyx)
  • Hula-Hoo! – Jacques Zeimet (Drei Hasen in der Abendsonne)(Schmidt Spiele)
  • Living Forest – Aske Christiansen (Ludonaute)
  • Mille Fiori – Reiner Knizia

O processo de votação estará aberto até ao próximo dia 28 de outubro. O anúncio dos dois vencedores decorrerá na semana seguinte ao final das votações online.

VOTAÇÃO NA BARRA LATERAL

Essen 2022 – acabou hoje!

2022/10/09
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A feira que todos os boardgamers procuram visitar um dia decorre em outubro, numa cidade mais ou menos desconhecida para a maioria das pessoas: Essen.

A edição deste ano decorreu durante este fim de semana. Como sempre, as editoras aproveitam para apresentar as suas novidades, e por isso, a quantidade de novos jogos é quase impossível de acompanhar.

Há várias anos que uma revista alemã, dedicada ao mundo dos jogos de tabuleiro, elabora uma listagem dos jogos que mais agradaram aos participantes da feira, chama-se Fairplay!

A listagem com as preferências dos participantes na feira de Essen deste ano ficou assim ordenada:

NomeAutoresEditoraIlustração
1 – Cat in the Box: Deluxe EditionMuneyuki YokouchiHobby Japan
2 – Tribes of the WindJoachim ThômeLa boîte de jeu
3 – Turing MachineFabien Gridel , Yoann LevetLe Scorpion Masqué
4 – Q.E.Gavin BirnbaumStrohmann Games
5 – Splendor DuelMarc André, Bruno CathalaSpace Cowboys
6 – AkropolisJules MessaudGigamic
7 – AtiwaUwe RosenbergLookout Games
8 – EvergreenHjalmar HachHorrible Guild
9 – KitesKevin HamanoFloodgate Games