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Nova Luna

2019/12/01

Sinopse:

Neste jogo abstrato o objetivo é ser o primeiro a colocar todos os seus discos sobre as fichas de tarefas que ao longo da partida cada jogador vai colecionando, procurando posicioná-las de forma estratégica para poder cumprir as diferentes tarefas de cada uma delas.

Como se joga:

⇒ Setup

No centro da mesa coloca-se o tabuleiro comum e coloca-se na aba superior à casa de partida (lua dourada) o marcador comum (lua 3D). Em seguida baralham-se todas as fichas de tarefas com a fase oculta e formam-se vários montes, deles revelam-se 11 fichas para preencher todas as abas (preenchimento no sentido dos ponteiros do relógio, começando pela aba a seguir ao marcador comum (lua 3D).

Image Schwarzsturm

Cada jogador recebe 21 discos da sua cor. Um desses disco é colocado no tabuleiro central na casa com o desenha de uma lua dourada.

⇒ Desenvolvimento

Na sua vez os jogadores vão poder escolher uma ficha de entre as 3 que estão a seguir ao marcador comum (lua 3D), no sentido dos ponteiros do relógio.

Depois de escolhida a ficha, o jogador retira-a dessa aba e preenche o espaço com o marcador comum (lua 3D) e avança o seu marcador no tabuleiro principal tantas casas quantas as indicadas pelo número da ficha que escolheu.

Cada ficha tem diferentes tarefas em formato de cores. Ao colocar uma ficha adjacente ortogonalmente a outra podemos estar a concorrer para cumprir as tarefas uma da outra. Por exemplo se uma ficha tem por tarefa ter uma ficha azul adjacente, ao colocar adjacente a essa ficha outra de cor azul, o jogador coloca imediatamente um dos seus discos na tarefa que acaba de cumprir.

Uma ficha pode valer mais de 1 para efeito de cumprimento de tarefas, se adjacente a ela (ortogonalmente) estiverem mais fichas na mesma cor, ou seja, se por exemplo ao lado de uma ficha azul estejam mais 2 fichas adjacentes (horizontal ou verticalmente), a primeira vale por 3 fichas azuis.

A ordem de turno é sempre definida pelo peão que estiver em último lugar na ordem de turno (igual a Patchwork, para quem conhece).

⇒ Fim do jogo 

O primeiro jogador que fique sem discos ganha o jogo imediatamente. O jogo também pode terminar se já não houver mais fichas para escolher, nessa situação ganha quem tiver menos discos por colocar.

Avaliação:

Nova Luna vai agradar certamente aos amantes dos jogos abstratos com boa acuidade visual e que gostam de um bom desafio espacial.

A qualidade global do jogo é muito boa, os discos que acompanham o jogo talvez pudessem ser um pouco maiores, todavia o facto de serem pequenos dá-lhe um aspecto heavy game que me agrada.

Se ainda subsiste uma réstia de esperança que vos fale de uma grande ligação mecânica/temática, o melhor é passarem já para o parágrafo seguinte. Aqui estamos no reino da precisão mecânica, onde a magia do enredo foi deixada claramente para o ilustrador.

E ele levou o assunto muito a sério. No que concerne às ilustrações do jogo, tudo me agrada. Adoro a escolha das cores, o traço uniformizador a todos os materiais e até o ambiente que proporciona a quem vê jogar. Quem salva o tema em Nova Luna é a ilustração, diria até que só se pode falar em tema porque as ilustrações assumiram para si essa responsabilidade, libertando o génio de Rosenberg para fazer o que realmente gosta de fazer.

Não ficaria bem se não deixasse aqui uma palavra para Corné van Moorsel, o homem por detrás da ideia original do jogo (Habitats), mas que me abstenho de comentar pois nunca tive oportunidade de o jogar. Quem já teve a oportunidade de jogar Habitats afirma que os jogos são suficientemente diferentes para se ponderar a posse de ambos!

A melhor configuração para o jogo parece-me que é a 2 ou 3 jogadores, a 4 jogadores as partidas tendem a ser menos fluídas e os momentos de espera pela nossa vez tendem a ser demasiado longos.

Em suma, Nova Luna foi uma surpresa fantástica para mim, não parti com grande esperança e acabei rendido, pois gosto muito do jogo. O seu preço é bastante interessante, dado o panorama atual e neste momento é daqueles que mais facilmente aconselho a quem me pede uma sugestão de jogo rápido mas suficientemente profundo, capaz de desafiar as mentes mais exigentes, nos nossos encontros mensais.

Ligações:

Site da Pegasus Spiele → AQUI

Ficha BGG → AQUI

Comprar:

Jogonamesa  AQUI

A crónica do Rebelo

2019/11/29
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52.º Encontro de Jogos de tabuleiro…

Foi uma semana de chuva, que me fez lembrar a minha infância em que chovia dias seguidos sem parar. Assim, o que sabe bem é juntar os amigos e jogar uns bons jogos no quentinho. 

No passado dia 22, realizou-se mais um encontro dos Boardgamers de Aveiro. Foi na Borralha – Águeda e juntou 6 pessoas. Sim, foi um encontro menos participado, talvez pela chuva e pelo frio que se abateram na região. O lado bom de sermos poucos é que me permitiu jogar uma data de novidades.

Comecei por jogar Era: Medieval Age. O nome e a caixa denunciam bem o tempo histórico em que o jogo decorre: a época medieval, com os seus castelos, muralhas, mercados e mosteiros. As regras do jogo foram dadas em aproximadamente 10 minutos e o jogo a 3, virgens jogadores, deve ter demorado uma hora.

Visualmente é muito apelativo devido ao grande número de componentes. Os vários edifícios são impressões 3D de quintas, catedrais, universidades, mercados, conventos, entre tantos outros. Os edifícios têm formas diferentes e encaixam-se perfeitamente na prancha perfurada que cada jogador recebe e que simula a sua área de construção. A primeira fase do jogo é o lançamento dos dados, com base nos resultados desses lançamentos vamos construindo ou arrecadando recursos para futuras construções. O jogo inclui também alguma interação entre os jogadores, que vão guerreando entre eles e saqueando-se mutuamente.

Um jogo mais tático do que estratégico, pois o rolar dos dados traz o elemento sorte ao jogo, forçando os jogadores a constantes adaptações do seu jogo.

A seguir surgiu na mesa Nova Luna. Este já não me era estranho, pois já tinha lido algumas coisas sobre ele na internet.

Um jogo abstrato muito fácil de aprender e de jogar. Cada jogador recebe um número igual de marcadores e o objetivo é ser o primeiro a livrar-se de todos eles. Isso acontece quando o jogador cumpre as tarefas das fichas que vai recolhendo e colocando na sua área de jogo de forma estratégica para obter combinações específicas de cores nas fichas adjacentes. Vez à vez cada um tira uma peça e tenta maximizar o seu uso colocando-a na sua área de jogo. Não existe grande interação entre os jogadores, excepto se tiveres que obrigar o teu adversário a tomar uma decisão mais rápida. Como acaba por ser um espécie de puzzle de várias cores, pode acontecer que às vezes fiques com os “olhos trocados”, sensação que me trouxe-se à memória o Qwirkle, onde também fico com os ” olhos trocados “.

A seguir joguei HiLo. Um pequeno jogo de cartas que também é muito fácil de aprender e de jogar. É um bom jogo para usar entre jogos mais pesados. Um jogo de “enchimento” do ingês filler. 🙂 

Cada jogador usa 9 cartas numa grelha de 3×3, e o objetivo é ficar com o menor número de cartas possível nessa grelha, especialmente evitando os valores muito altos. As cartas desaparecem da grelha se fizermos linhas ou colunas ou diagonais da mesma cor. Para isso podemos trocar cartas com a pilha de descarte ou às escondidas do monte de bisca. No fim da ronda, todas as cartas na nossa grelha farão parte da nossa pontuação. O primeiro a chegar a 99 pontos desencadeia o fim do jogo. Vencendo quem tem menos pontos acumulados.

É divertido.

Para terminar a noite ainda fomos a um Código Secreto: Imagens. Este é da família do Codenames (código secreto) e a forma de jogar é em tudo semelhante.

Na mesa estão 20 imagens, um jogador tem de dar pistas o mais precisas possível, orientando os colegas da sua equipa na escolha de algumas das imagens expostas na mesas. Se acertar bom sinal, se não passa a sua vez, e no pior cenário, pode ter mesmo perder para a equipa adversária se for revelado o espião!

Um jogo fácil de aprender, rápido de jogar e que é bom para quem conhece bem com quem está a jogar, ou para pessoas que tenham uma forma de pensamento semelhante.

Na mesa ao lado vi jogarem: Riverboat, Istanbul: the dice game e Majesty: for the realm.

Foi um bom encontro! Para mim foram só novidades!

Augusta CON 2019

2019/11/28
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O encontro nacional de jogos de tabuleiro de Braga aproxima-se rapidamente. É já nos próximos dias 13, 14 e 15 de dezembro que se realizará o evento, que este ano decorrerá no Altice Forum de Braga. Como sempre a entrada é gratuita!

Todos a Braga!

Prémio belga Ludo-Jokers

2019/11/16

Os vencedores das diferentes categorias dos prémios belgas Ludo-Jokers já são conhecidos:

Destaque particular para o vencedor da categoria Ambience (Party game) que foi Detective Clube, um jogo que temos tido oportunidade de experimentar nos últimos tempos e que efetivamente proporciona bons momentos de diversão.

Uma referência também para Down Force, que é publicado em Portugal pela MEBO Games (assim como Detective Clube) e que ganhou na categoria de Famille+ (o equivalente a jogos familiares de maior profundidade estratégica).

Na categoria familiares o vencedor foi Gravity Superstar, um jogo que a editora Pythagoras trouxe à RiaCON do ano passado e que tem passado um pouco despercebido. Talvez agora mereça a pena descobri-lo!

Vem aí… Azul: Crystal Mosaic

2019/11/15
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O sucesso de Azul da Next Move Games parece estar para durar.

Depois de completa a triologia de jogos Azul, com o lançamento de Azul: Summer Pavilion, a editora anuncia, já para março do próximo ano, Azul: Crystal Mosaic.

Crystal Mosaic terá novos conteúdos para o jogo original, onde se incluem quatro novos tabuleiros de dupla face com configurações para novos murais. Além disso, os tabuleiros dos jogadores terão agora encaixes de plástico para seguram convenientemente as pedras do jogo, bem como o marcador de pontuação.

A editora já aceita reservas desta nova expansão no seu site – AQUI.

LisboaCON 2019 cancelada

2019/11/04

Para surpresa geral, o grupo de Boardgamers de Lisboa anunciou hoje que não irá realizar o aguardado evento anual – LisboaCON.

O comunicado feito no facebook adiante que o grupo passa por um processo de reestruturação interna, e que por esse motivo o evento deste ano está cancelado.

Para lá desse facto o comunicado afirma ainda que o grupo tem consciência da importância do evento para a comunidade portuguesa de Jogos de Tabuleiro, com particular relevância, para os membros regulares do Grupo de Boardgamers de Lisboa, e que a organização já procura soluções para que em 2020 o evento se possa realizar novamente.

Este género de notícias nunca são agradáveis de se dar, ainda mais quando falamos de um grupo tão expressivo em termos de dimensão numérica como o dos boardgamers da capital.

Esperamos por melhores novidades em breve!

Tungaru no KS

2019/11/04

A Alley Cat Games vai lançar o seu mais recente projeto no KS já amanhã. Trata-se do jogo de Louis e Stefan Malz (Rokoko).

A editora tem investido bastante neste jogo e prepara-se para lançar uma campanha recheada de bons componentes.

Em Aveiro já tivemos oportunidade de experimentar o proto, apresentado pelo amigo Miguel Conceição, que está também ligado ao trabalho de tradução deste projeto.

Aguardamos então pelo seu lançamento já amanhã!