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Nuremberga 2013

2013/02/09

Olá a todos. Há muito tempo já que não escrevo novidades neste blog, pelo que peço desculpa a todos. Infelizmente o meu rumo atual tem causado muitos cortes na minha disponibilidade. Porém, a semana passada fui para Nuremberga em missão representativa pela WiseGames. Embora tivesse passado a maior parte do meu tempo a tomar conta do Trench, tive, ocasionalmente, oportunidade de espreitar outros stands e ver algumas novidades. Infelizmente, sem possibilidade de tirar fotografias, terei que relatar apenas por escrito, mas tento fazê-lo de forma a não vos desanimar demasiado 😉

Aqui então o que vi:

Pegasus

Uma das grandes presenças na feira dividida por dois Stands. Tive grande curiosidade uma vez que são os distribuidores dum dos meus editores preferidos: EggertSpiele, autores de pérolas como o Village ou o Speicherstadt (tenho saudades do meu Sherwood Forest…). Uma novidade foi a primeira expansão para o Village. Esta vem com dois novos edifícios: Destiliaria e a Taberna. A Destiliaria faz parte dos edifícios amarelos ao passo que a Taberna é uma cor nova. A ideia e obter néctar alcoólico da destilaria e depois numa outra ação fornecê-lo na taberna onde se encontram os “clientes” representados por cartas, estes oferecem habilidades especiais ou pontos (não tive oportunidade de ver a fundo uma vez que ainda era protótipo). Podem contar também com novos clientes para o mercado, uma vez que agora se poderão vender barris.

Outra novidade foi o jogo Wunderland, do qual pude trazer uma cópia comigo e que estou neste momento a oferecer AQUI. Este jogo é sobre um parque temático na Alemanha chamada tadaaaaa:  Wunderland! Quem diria. Jogam até quatro jogadores e cada jogador tem 8 peças que partem todas do mesmo sítio. Recebem cartas à semelhança do Ticket to Ride e que nos indicam os locais a visitar para podermos pontuar essas cartas. A diferença aqui é que as nossas peças se movimentam de facto por todo o mapa e cada vez que movimentamos as nossas peças, os outros jogadores podem optar por vir à boleia! Estamos a ajudar o adversário. Um jogo interessante que promete vir a ser apreciado por jogadores que apreciem jogos leves com manhas. Pareceu-me muito bem.

De resto houve ainda um relançamento do McMulti. Um jogo que já tinha tido alguma popularidade na década de 80.

A maioria das outras amostras eram jogos já lançados. Chamou-me atenção porém o Panic Station, o qual encomendei uma cópia esta passada sexta, por isso esperem uma crítica para breve 😉

Queen Games

Foi uma das minhas visitas preferidas. Sempre gostei muito da qualidade dos jogos da Queen e como era o único a visitar o stand (já estávamos no último dia), o tipo que lá estava, dedicou-se a mim a explicar tudo, tintim por tintim. E aqui há uma novidade muito interessante para quem gosta da Fantasia, feita pelo autor do jogo Thunder Stone.

Para começar, algumas novidades serão uma edição BigBox do Fresco. Este incluirá (se bem me recordo) 3 expansões (cada expansão tem vários módulos, à semelhança já das expansões para o Alhambra).

Vi ainda duas expansões para o Fantástico Escape. Eu não conhecia ainda o Escape e deixei que mo explicasse. Quem gosta de se divertir à brava com grandes gargalhadas: Escape é para ti!! O jogo é jogado em exatamente 10 minutos. Isto porque é acompanhado por um CD que dita as fases do jogo. O jogo é cooperativo e os jogadores são aventureiros presos num templo amaldiçoado. Partem dum quadrado central a partir do qual têm de encontrar o caminho para fora, descobrindo novas peças do templo com cada jogada. A mecânica é fantástica: cada jogador tem 5 dados com ícones que têm de lançar para obter combinações específicas (por exemplo: aventureiro + aventureiro permite colocar uma divisão nova; depois: aventureiro + tocha permite entrar na divisão adjacente). Todos os jogadores lançam os seus cinco dados ao mesmo tempo e tentam em conjunto fazer o máximo possível. É o caos! É o pânico! E depois ainda o problema: de 3 em 3 minutos têm 30 segundos para voltar ao centro; não conseguiste? Morreste! Um jogador a menos, o que é um sério problema! Há até maldições que obrigam jogadores a jogar com apenas uma mão, ou não poderem falar, ou ainda armadilhas que “partem” um dado, fazendo o jogador perder um dado. É hilariante e de partir a rir! Definitivamente uma das minhas recomendações da feira.

Pare quem gosta do Kingdom Builder: vem aí uma expansão! E com novidades 😉 fiquem atentos que vai valer a pena.

Novidades da Queen: Via Appia. Jogadores tentam construir uma via romana. Tem uma tabuleiro belíssimo com uma mecânica gira em torno duma pedreira: colocam-se discos dum lado duma pequena rampa afunilada e com uma peça em madeira empurram-se as peças, o que cair do outro lado, representa a matéria prima que se transforma em peças específicas de acordo com cor e tamanho. Com estas vai-se construindo a via até estar concluída, terminando assim o jogo e ganhando quem conseguir construir mais. Gostei muito mesmo.

Agora para quem gosta de fantasia (eu gostei muito da ideia): Há 5 personagens (certamente potencial para futuras expansões) e cada personagem tem um quadro muito fixe. Ilustrações do género do ThunderStone. Ao primeiro olhar parecem todos iguais (à exceção da ilustração claro). Têm indicadores de experiência, vida, força, etc, que são iguais em todos. Porém, cada um deles tem duas habilidades. Por exemplo, um pode ter aptidão para combate à distância + magia, outro magia + proteção, outro combate corpo a corpo + combate à distância. Depois há “slots” em torno do quadro que permite encostar diferentes cartas. Estas cartas ou têm uma borda específica dum só lado, o que significa que só podem ser equipados num “slot” específico, e por isso manipular apenas um tipo de estatística; ou então várias bordas, o que significa que podem ser equipados em diferentes “slots”. Depois de equipados vão-se à batatada! Venham os monstros! E aparentemente, pelo que me foi explicado, o sistema dos monstros é tipo “drafting” em que podemos manda o que não nos interessa ao próximo.

Este está ainda em fase protótipo, mas já com muito bom aspeto e promete fascinar! Infelizmente não tomei conta do tempo, mas vou relembrar assim que aparecerem as primeiras imagens online. Fiquem atentos!

Steffen Spiele

Gostei muito.  Uma pequena editora que estava ao lado do stand do Trench e que tive oportunidade de ver alguns jogos. Todos muito bonitos. Feitos exclusivamente de madeira muito bem trabalhada. Tive sorte de me terem oferecido um pequeno jogo que é um relançamento do Babylon do Bruno Faidutti. Porém é uma versão melhorada, uma vez que agora, as peças têm verso, o que significa que há maior variedade. O tema agora são os corpos celestes, o que lhe confere uma pinta muito boa [review aqui no JE].

Quem gosta de jogos curtos para dois mas que fazem pensar, dêem uma vista de olhos a esta editora que vale a pena.

Asmodee

Tive curiosidade mas não passei muito tempo. Um stand muito grande com muitas coisas conhecidas. Uma das novidades era o recente City of Horror. Eu sou grande fã do Mall of Horror, um dos meus jogos preferidos de sempre. Infelizmente não tive oportunidade de conhecer o City of Horror mais a fundo. Depois de alguma pesquisa fiquei a saber porém que o jogo é atormentado por um problema de produção: os diferentes tabuleiros que compõem o jogo começam a dobrar-se e torna quase impossível combinar os diferentes tabuleiros de forma correta.Muita gente a queixar-se, por isso recomendo que esperem pela segunda edição.

Kosmos

Um gigante! Foi tão grande o stand que nem entrei… posso porém dizer que a grande novidade aqui foram as versões “express” de jogos já conhecidos: Keltis versão de dados; Ubongo versão de dados; Ingenious versão de dados… tudo em versão de dados. 2013 promete ser o ano de muitos jogos em pouco tempo.

Schmidt

A Schmidt era o maior Stand da secção dos jogos. Incorporava ainda a Amigo e a Hans im Glück. Tive oportunidade de ouvir a explicação do novo jogo de Stefan Feld, o Brügge ainda não estava com as componentes todos, mas deu para perceber. Pareceu um jogo interessante… fez lembrar um pouco o Notre Dame por alguma razão. Não se deixem enganar porém: diz ter 160 cartas únicas, mas no fundo são únicas porque fazem o mesmo para “cores” diferentes. Não foi um jogo que me tivesse impressionado muito e não vou aprofundar, a não ser que queiram saber… então perguntem.

Outra novidade: Carcassonne. É a re-edição do original na versão inverno. Devo dizer que já tenho que chegue de Carcassone, mas gostei do design desolado da edição inverno. Tem algumas peças com os corvos pretos a pairar no ar. Gostei bastante, mas não há nada de novo aqui (inclui algumas peças diferentes) .

Mayfair Games

A MayrFair Games teve lá o simpático Alex Yeager a tomar contar do stand e que acabou por me oferecer uma cópia do fantástico Le Boomb, um jogo profundamente estratégico, e ainda uma cópia do Automobile do Martin Wallace. Prometo uma crítica também destes dois jogos.

Novidade aqui foi o jogo Urbania, provavelmente o jogo mais recente deles. Um jogo de construção urbana em que os jogadores têm de romper com edifícios decadentes e velhos para poderem construir novas obras arquitetónicas. O Alex confessou que embora gostasse muito da mecânica do jogo, tinha ficado um pouco desapontado com o aspeto gráfico.

Mais novidades foram as novas expansões para o Age of Steam. Mostrou um novo mapa que tinha ao todo 4 mapas distintos. Desdobrava-se e dum lado tem uma ilha a ocupar o tabuleiro 2×2, do outro lado dobrava-se o mapa a meio e tem-se o Japão numa área 2×1 e voltava-se a dobrar para ficar com outras duas ilhas em áreas 1×1 respetivamente. Interessante, mas não conhecendo o jogo, não sei dizer mais sobre isto. Agora para quem o tenha e goste, fiquem a saber que vêm aí 4 novos mapas num só tabuleiro 😉

Gen42

Todos conhecem o Hive. Eu gosto muuuuito do Hive. Tenho a joaninha e o mosquito e já tinha ouvido falar da nova expansão muito secreta: o bico-da-conta. Antes de vos falar da expansão gostaria de dizer que o autor é um tipo impecável. Tive o prazer de sair algumas vezes com ele mais o Rob, um amigo dele e um amigo meu do BGG com quem já me tinha correspondido, mas que não conhecia ainda pessoalmente. Foram as pessoas mais simpáticas de toda a feira.

Segundo eles a nova expansão é “top-secret” (com gargalhadas) e ainda ninguém sabe dela (ainda mais gargalhadas). Já tinha ouvido falar mas não tinha aprofundado, por isso perguntei: o bicho-da-conta o que faz é um movimento semelhante ao da joaninha; anda uma casa em cima da colmeia e depois uma segunda casa a descer da colmeia; agora o truque: pode fazer movimentar uma peça adjacente. Isto é, pode puxar uma peça adjacente para cima de si e depois para uma outra casa livre ao seu lado. Ouvi relatos de jogadores a usarem para salvar a abelha de situações perigosas e também o contrário, preparar um buraco para a abelha e ganharem o jogo ao enfiar a abelha adversária lá dentro. Aparentemente um peça forte e que jogadores já experientes aprenderam a bloquear cedo no jogo. Há alguns pormenores interessantes ao nível estatístico, mas que não quero aprofundar.

Há outros jogos muito giros da Gen 42 que merecem ser vistos. Uma versão de pedra-tesoura-papel muito gira. Há ainda o Junkyard, apelidado de MarioKart em jogo de tabuleiro, em que os jogadores durante a corrida podem kitar os seus kartes e também plantar armadilhas na pista. Tem um tabuleiro com frente e verso para duas pistas diferentes e os personagens têm também habilidades diferentes. Pareceu giro.

Por último: Hurricane

Os editores do conhecido Mr Jack, de cuja série já tenho o jogo original e expansão tal como o Mr Jack Pocket, já só me falta o Mr Jack in New York. Duas novidades aqui:

Lady Alice: vê-se pelo design gráfico que faz parte do universo do Mr Jack. É um jogo de dedução ao género Cluedo. É preciso saber quem foi, onde fez, o que levou e a que horas aconteceu. É sabido que se vai tentando criar o jogo perfeito de dedução. Não creio que seja este, embora me tenha parecido giro, até porque tem uma componente interessante de Bluff. Jogadores podem marcar as suas suspeitas e induzir em erro os outros jogadores ao mesmo tempo. Para quem seja apaixonado deste género, penso que possa encontrar aqui alguma coisa engraçada, eu fico-me ainda pelo Mystery Express, para além disso acabei de adquirir também a re-edição do Sherlock Holmes: Consulting Detective que é grande jogo! (Crítica?)

Augustus: pareceu muito giro, se bem que me fez lembrar um pouco o Ruise & Bruise. Jogadores tentam colecionar cartas de diferentes cores e diferentes tipos. Foi-me demonstrado no stand da Hurricane… mas acho que prestei mais atenção à miúda que o explicava que à explicação… mas está a ser bastante falado por ser um jogo leve e bonito. Vou ter de rever as explicações que ela deu…

E fico-me por esta amigos! Espero que tenha dado para matar algumas curiosidades com algumas novidades e outras já não tão novidades mas talvez alguns ainda não tenham ouvido. Se tiverem alguma pergunta em particular em relação a qualquer coisa, perguntem 🙂

Um abraço,
Pedro.

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