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Tzolk’in – The Mayan Calendar

2013/06/13

Sint_Tzolk'in

Review escrita por: Rafael Pires

Sinopse:

Em Tzolk’in – The Mayan Calendar cada jogador representa uma tribo Maia e tem como objectivo desenvolvê-la melhor que os outros, que é como quem diz… ganha quem tiver mais Pontos de Vitória (VP’s)…

As opções que os jogadores têm em cada turno são muito simples, ou colocam ou retiram trabalhadores, executando as acções definidas no tabuleiro, o que faz com que as regras sejam relativamente fáceis de apreender. O difícil é dominar os tempos de jogo e executar bem as estratégias de forma a obter pontuações vencedoras.

Este jogo tem também uma particularidade interessante, pois seria só mais um, igual a tantos outros bons jogos que há por aí, não fosse o “pequeno” detalhe de ter no seu tabuleiro seis rodas dentadas ligadas entre si.

 Como se joga:

Não vou descrever em detalhe as regras do jogo, vou apenas efectuar uma breve descrição das opções que os jogadores têm, para mais detalhes é fundamental ler o livro de regras.

Cada jogador começa o jogo com três trabalhadores (de um máximo possível de seis trabalhadores), além dos recursos iniciais, que advêm de dois tiles escolhidos entre um total de quatro tiles que são distribuídos aleatoriamente.

Por turno, os jogadores só podem (e devem) fazer uma de duas acções, colocar trabalhadores nas rodas ou retirar trabalhadores das mesmas, nunca podem fazer as duas acções nem nenhuma das duas no mesmo turno.

As rodas disponíveis para colocar/retirar trabalhadores são as seguintes:

  • Palenque – Serve para obter comida e madeira.
  • Yaxchilan – Serve para obter recursos diversos (madeira, pedra, ouro e caveiras).
  • Tikal – Serve para construir edifícios e monumentos, para melhorar tecnologias e para agradar aos deuses.
  • Uxmal – Serve para aumentar o número de trabalhadores disponíveis e para fazer mais algumas acções especiais diversificadas.
  • Chichen Itza – Serve para oferecer caveiras aos deuses (para ganhar VP’s) e para aumentar a consideração dos deuses.

O tabuleiro de jogo reserva ainda espaço para o seguinte: Edifícios (concedem habilidades e alguns VP’s) e Monumentos (concedem VP’s), quatro desenvolvimentos tecnológicos (que servem para melhorar a agricultura, a obtenção dos recursos, a construção de edifícios e monumentos e a oferta de caveiras aos deuses) e ainda há as pirâmides de adoração aos deuses (que premeiam os jogadores com recursos adicionais e VP’s).

Após todos os jogadores colocarem ou retirarem os seus trabalhadores, a roda principal é girada uma vez, fazendo com que todas as rodas secundárias girem também um espaço, fazendo com que os trabalhadores previamente colocados avancem para outras acções mais vantajosas.

Em cada quarto de jogo os trabalhadores têm que ser alimentados (duas comidas cada) e os deuses oferecem recursos adicionais ou VP’s.

O jogo termina quando o calendário/roda principal dá uma volta completa.

Avaliação:

Actualmente, Tzolk’in – The Mayan Calendar já alcançou o top 20 do BGG e julgo que da colheita de Essen 2012 só foi suplantado pelo também excelente Terra Mystica.

Eu gosto do jogo e acho que é um bom worker placement. Tem uma curva de aprendizagem interessante, o que me faz querer voltar a jogar e experimentar novas estratégias.

Para um euro puro o tema até está conseguido, pois o calendário Tzolk’in está lá, a adoração aos deuses também, a construção de templos e até o desenvolvimento das tecnologias Mayas estão presentes no jogo. Mas atenção, o jogo é um euro e o tema não é muito relevante na experiência de jogo.

Relativamente ao número de jogadores, o jogo é mesmo bom é na sua capacidade máxima e é assim que as diversas estratégias ficam balanceadas. Com quatro jogadores torna-se tudo muito competitivo, fazendo com que todas as jogadas sejam importantes para maximizar a estratégia escolhida.

O mecanismo utilizado para jogar com menos jogadores é colocar trabalhadores das cores não utilizadas nas rodas (via sorteio com os tiles de recursos iniciais) e deixa-los lá até ao final do jogo.

A minha percepção é que quando se joga com dois ou três jogadores, algumas estratégias ficam um pouco mais fortes que outras, nomeadamente a “estratégia das caveiras” e a “estratégia dos deuses”.

Tzolk’in – The Mayan Calendar tem a pouca interacção que é normal neste tipo de jogos, como por exemplo, pode-se ocupar a acção que outro jogador queria ou então ganhar uma maioria (nos deuses) sobre um jogador em detrimento de outro, mas não há nada de confrontos directos.

Este jogo é na sua essência um worker placement, mas o que realmente o distingue dos outros da sua categoria até nem são as rodas que tem, mas sim o facto de que a realização da acção pretendida ocorre quando se retira o trabalhador e não quando se coloca.

Eu gosto muito deste mecanismo, mas também é justo afirmar que esse mesmo mecanismo é um chamariz para o AP, pois as jogadas têm que ser planeadas com alguns turnos de avanço.

Exemplo: “se eu quero comprar um edifício, tenho que colocar um trabalhador em determinada roda para quatro turnos depois fazer essa acção, consequentemente tenho que colocar um trabalhador no turno seguinte na roda dos recursos para garantir que três turnos depois tenho o ouro necessário para comprar o edifício, adicionalmente tenho também que colocar um trabalhador dois turnos depois para obter no final do quarto turno a madeira também necessária para pagar o mesmo edifício….” Help, help … call the AP police !!!

 O jogo não tem qualquer dependência de língua. Caso seja necessário, o livro de regras em inglês está disponível no BGG.

As componentes são excelentes, a arte do tabuleiro é muito boa, as rodas dentadas são muito apelativas e quem passa pela mesa de jogo pára sempre um pouco a observar. As madeiras são funcionais, os edifícios são de cartão de boa qualidade, o livro de regras está muito bem escrito e as caveiras dão um toque engraçado ao jogo.

Claro que com as rodas pintadas, este jogo fica bem mais bonito, mas para isso é preciso ter jeito e paciência.

A segunda edição do jogo já traz algumas alterações, a saber: o ouro é amarelo (na primeira edição é dourado) e o tabuleiro não é tão brilhante. Duas pequenas mas boas alterações.

 O que eu gosto:

– Visualmente o jogo é mesmo giro, as rodas funcionam realmente bem e são um descanso na gestão administrativa dos recursos.

– As acções são efectuadas quando se retiram os trabalhadores e não quando se colocam, o que na minha opinião é a verdadeira inovação do jogo e o seu ponto mais forte.

– É apertadinho e não dá tempo para fazer tudo (um pouco como o Agrícola).

– É diversificado e tem profundidade estratégica, no sentido em que tem diversos caminhos diferentes para atingir a vitória.

E o que eu não gosto:

– Jogadores com tendência para o AP podem tornar o jogo longo.

– Não sei se a jogabilidade será longa … situação a verificar após mais uns quantos jogos.

– O jogo não é tão equilibrado a dois e três jogadores como é a quatro.

Opinião de quem já jogou:

Pedro:

Nos tempos que correm, são poucos os jogos que primam pela originalidade e realmente me surpreendem, e T’zolkin merece destaque por esse motivo. Visualmente muito apelativo, com um sistema de rodas dentadas muito criativo e funcional, sendo um ‘worker placement game’ diferente e muito bem conseguido. Já recomendei e volto a recomendar… no meu top 10!

Diana:

É mais difícil de explicar do que jogar! Não tem dependência linguística, o que para o meu caso é vantajoso, tendo em conta que jogo constantemente com pessoas de diferentes nacionalidades.
Pode escolher-se diferentes estratégias, pois os pontos de vitória podem ser obtidos de diferentes formas, tornando-se um jogo flexível de acordo com os teus companheiros de jogo.
Além do mais tem uma presença agradável, em que o facto de a dinâmica do jogo depender de uma engrenagem é bastante divertida.
Só aconselho com 4 jogadores!
Sentieiro:
Adoro o conceito (não original) de “worker placement” com o factor tempo envolvido na resolução das acções. O mecânico da Mecânica – as rodinhas, apesar de alguns pauzinhos na engrenagem resultam muito bem e funcionam como doce para olhos, no entanto, em Tzolkin, também saltam à vista “características” que não me agradam: a diminuta interacção entre jogadores e a mecânica “obrigatória” da comida são os mais óbvios.
Bruno:
Tzolk’in: The Mayan Calendar é sem dúvida um dos bons jogos saídos da colheita de 2012. O que sobressai imediatamente são as roldanas que preenchem quase todo o tabuleiro. As roldanas são também a principal mecânica do jogo e a que torna o que seria um worker placement normalíssimo num jogo bastante diferente.

Apesar de durante o nosso turno apenas podermos fazer uma de duas acções, colocar ou retirar workers do tabuleiro, o facto de ativarmos as roldanas apenas quando os retiramos do tabuleiro obriga a pensar o jogo de forma diferente sendo o timing extremamente importante.

Muito bom com o numero máximo de jogadores, com um numero inferior os peões dos outros jogadores são usados como dummie players e apenas servem para bloquear espaços nas roldanas não acrescentando grande dificuldade ao jogo.

Fácil de explicar, bastante interatividade e sempre um sucesso quando cai na mesa.

 Ligações:

Site da CGE -> AQUI

Ficha BGG -> AQUI

Vídeo explicativo em inglês -> AQUI

Comprar:

Amazon.de

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