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Ilôs

2019/03/11

Sinopse:

O objetivo do jogo é transformarmos-nos no jogador mais rico, para isso é preciso recolher recursos, no entanto, os seus valores comerciais podem mudar ao longo da partida. No final, cada recurso recolhido ao longo da partida, dá pontos em função do seu valor final.

 Como se joga:

Setup

No centro da mesa coloca-se o pequeno tabuleiro de mercado, e preenchem-se com fichas amarelas os 8 espaços ao lado da escala de mercado. Ao lado deste tabuleiro colocam-se as diferentes fichas de recursos (ouro, ébano, pigmento e especiarias) e 10 fichas de construção (fortaleza/mercado).

Baralham-se as cartas de ação e forma-se um monte de reserva de face oculta. Cada jogador recebe 5 cartas. Nesta fase inicial os jogadores podem trocar quantas cartas quiserem, se não gostarem das que lhe calharam, por novas cartas do monte de reserva.

Cada jogador recebe um biombo na sua cor e um pequeno tabuleiro de produção que coloca à frente desse biombo, além de 10 pioneiros e 5 barcos na sua cor.

Baralham-se as 20 fichas de ilha com a face oculta e escolhem-se 4 por jogador em jogo, formando um monte de reserva com elas. Do topo desse baralho revelam-se 3 fichas de ilha. As restantes são colocadas na caixa e não serão usadas na partida.

Define-se o jogador inicial. Numa fase preliminar do jogo, começando pelo jogador inicial e continuando no sentido dos ponteiros do relógio, cada jogador escolhe uma ficha de ilha (das 3 reveladas), coloca-a no centro da mesa (obedecendo às regras de colocação de fichas de ilha) e coloca um dos seus barcos numa das ilhas dessa ficha. Depois de todos os jogadores terem colocado uma ficha de ilha e um dos seus barcos em jogo, estamos prontos para começar!

Desenvolvimento

Os jogadores vão jogador por ordem, no sentido dos ponteiros do relógio. No seu turno, cada jogador executa as seguintes ações:

  1. Jogar cartas (opcional)
  2. Produzir recursos
  3. Biscar cartas

1. Jogar cartas – nesta fase do jogo, o jogador pode jogar cartas e executar a sua ação, pagando por essa ação o indicado na carta (canto superior direito). O pagamento é feito descartando tantas cartas da mão quantas as indicadas pela carta de ação que o jogador quer executar. O jogador pode executar mais que uma ação por turno, basta que tenha cartas suficientes para pagar por cada uma delas.

Há os seguintes tipos de cartas de ação:

Barco: Com esta ação descarta-se 1 carta, em seguida ou se coloca uma ficha de ilha em jogo ou não, se se colocar, aloca-se um barco do jogador a essa ficha, caso se decida não colocar um ficha de ilha, aloca-se um barco numa ilha à escolha. O novo barco pode vir da reserva pessoal ou pode ser movido de uma ilha para outra sem que para isso haja limites de distância. Cada novo barco que entre em jogo dará direito a biscar uma carta suplementar na terceira fase do turno do jogador!
É possível alocar um dos barcos a um espaço da ilha que tenha a figura de um pirata, convertendo esse barco num navio pirata que irá encarecer o custo de algumas ações nas ilhas adjacentes a esse mar.

Plantação: Com esta ação descartam-se 2 cartas para pagar ou 3 se a ilha estiver sob a influência da pirataria. Em seguida coloca-se um pioneiro num dos três tipos de recursos que estejam disponíveis na ilha onde o jogador tenha 1 dos seus barcos (madeira, especiarias, pigmento). Depois o jogador coloca uma ficha desse recurso sobre o seu tabuleiro de produção.

Construção: Com esta ação descartam-se 2 cartas para pagar ou 4 se a ilha estiver sob a influência da pirataria. É preciso que o jogador tenha 2 barcos presentes na ilha onde pretende executar esta ação. Em seguida, coloca-se uma ficha com a face de Fortaleza ou Mercado e por cima dela um pioneiro do jogador.
A fortaleza permite que o jogador esteja protegido da pirataria e nunca mais precise de pagar por ela nas ações que execute nessa ilha e recebe uma carta suplementar na terceira fase do seu turno.
O mercado permite que o jogador copie a produção de um recurso da ilha, que já esteja ocupado por um pioneiro seu ou de um adversário. Coloca-se uma ficha desse recurso em cima do mercado e outra no tabuleiro de produção do jogador.

Mina de Ouro: Com esta ação descartam-se 5 ou 7 cartas (caso a ilha esteja afetada por piratas). É necessário ter 2 barcos na ilha para se poder explorar a mina de ouro. Em seguida coloca-e um pioneiro da reserva sobre a minha de ouro da ilha e uma ficha de ouro no tabuleiro de produção do jogador.

Mercado: Descarta-se 1 recurso à escolha da reserva pessoal para a reserva geral, em seguida coloca-se uma ficha de mercado (amarela) sobre o número mais baixo do recurso descartado, aumentando assim o valor unitário desse recurso no final do jogo. Só há 8 fichas de mercado e por isso, é muito importante saber quando usar esta ação.

Ruínas: Descartam-se 7 cartas e é necessário ter um barco na ilha onde irá fazer a exploração da ruína. Em seguida coloca-se um pioneiro da reserva sobre a ruína da ilha e ganham-se 3 ouros que se colocam atrás do biombo.

  • Produzir recursos – nesta fase do jogo, o jogador recebe da reserva geral a mesma quantidade de todos os recursos que tenha no seu tabuleiro de produção. Esses recursos colocam-se atrás do seu biombo.
  • Biscar cartas – Antes de passar a vez, o jogadores executam a terceira fase do jogo que é biscar 3 cartas do monte de reserva geral mais 1 carta por cada barco que tenha em jogo e mais 1 carta por cada fortaleza que tenha construido. Não há limite de cartas na mão. Se o monte se esgotar, baralha-se o descarte e forma-se no monte de reserva. Em seguida o turno segue para o jogador à esquerda daquele que acabou de biscar.

Fim do jogo

O jogo termina quando um jogador coloca em jogo o seu 10º pioneiro. A ronda em curso é concluída para que todos os jogadores tenham a oportunidade de jogar o mesmo número de rondas.

Depois de todos terem terminado o seu último turno, colocam-se todos os recursos dos tabuleiros de produção de cada jogador na reserva e revelam-se os recursos produzidos (atrás do biombo).

Cada recurso vale o valor correspondente a esse recurso indicado no tabuleiro de mercado.

O jogador com mais dinheiro ganha a partida, em caso de empate ganha quem tiver mais pioneiros em jogo e, se mesmo assim ainda houver empate, ganham todos os empatados!

Avaliação:

Ilôs transporta-nos para uma ilha imaginária – Ilôs – onde está tudo por fazer: descobrir, conquistar, explorar, saquear…

Em termos de componentes o jogo é muito bom, servido por pequenos meeples de madeira muito detalhados e um coloridos com uma paleta de cores muito atraente e agradável. A ilustração do jogo ajuda imenso à experiência de jogo.

No que toca a mecanismos, não teremos nada de novo para vos contar aqui. Trata-se de um race game na sua essência, que usa gestão de cartas e um sistema de manipulação de mercado muito pouco convincente, pois ainda não percebi muito bem os benefícios de “perder” um recurso, para melhorar o seu valor em favor de todos os outros jogadores, sem nenhum benefício especial para quem manipula o mercado…

Algo que também não me convenceu foi a indisfarçável influência que a “sorte” de uma bisca cega pode acarretar, especialmente nas primeiras rondas, onde o número de cartas é insuficiente para mitigar essa aleatoriedade. Estou em crer que com uma pequena alteração na regra de biscar cartas (4 ou 5 cartas visíveis) reduziria este sacrilégio de ter má sorte na terceira fase do jogo.

A colocação de barcos na posição de piratas não pareceu outra ideia muito bem explorada, aliás penso mesmo que o criador terá tentado ter aqui um jogo familiar, e se avancasse com regras para esse género de barcos disvirtuaria esse propósito… Se assim foi, acho que foi um erro, pois a função dos barcos piratas é quase inútil no jogo, os benefícios diretos que se retiram dessa decisão são neutros ou até negativos para quem a toma, pois deixa de ter o barco disponível para ações de exploração, que no final o que dá pontos… Ter barcos pirata em jogo dá… zero pontos!

Nem tudo são pontas aguçadas no jogo, temos turnos rápidos e fluídos, o que é ótimo para quem não gosta de esperar pela vez, um bom sistema de utilização das cartas com dupla função, já visto em imensos jogos, mas que se revela um sistema muito interessante de maximizar as funções das cartas de um jogo.

E vamos fechando esta análise. Ilôs é um interessante jogo familiar, com alguns aspetos que não serão do agrado de quem já joga há muito tempo e tem conhecimento mais aprofundado de jogos de tabuleiro, mas ao mesmo tempo é uma excelente proposta para apresentar a um público mais jovem que irá gostar certamente do mecanismo fluído e objetivos bem claros e definidos.

Ligações:

Site da Mercurio Distribuiciones → AQUI

Ficha BGG → AQUI

Resumo em português  AQUI

Comprar:

Draco Tienda AQUI

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