Saltar para o conteúdo

Luxor

2019/07/01

Sinopse:

Em Luxor o nosso objetivo é alcançar a câmara central da pirâmide com os nossos aventureiros, mas só há espaço para dois, por isso, todos os outros aventureiros têm de se posicionar nos melhores lugares, para ganharem pontos, ou seja, o mais próximo da referida câmara central. Ao longo da partida temos de conquistar artefactos espalhados pela galeria da pirâmide, e fazermos uma boa coleção deles, para no fim do jogo conseguirmos ter mais pontos que os nossos adversários!

Como se joga:

Setup

No centro da mesa coloca-se o tabuleiro e preenche-se com fichas de artefactos. Nos espaços indicados colocam-se as fichas cor de rosa de avanço (casas Osíris), as que não forem utilizadas voltam para a caixa e não jogam nesta partida. Nos espaços com desenhos de olhos e chaves colocam-se as fichas amarelas (casas Hórus) com os símbolos iguais. Nas casas com a Estátua de Anúbis coloca-se um aventureiro de cada jogador.

Entretanto, ao lado do tabuleiro principal coloca-se o tabuleiro que recebe as cartas amarelas (Hórus) distribuídas corretamente pelos três espaços (1 olho, 2 olhos e 3 olhos). Nas abas por cima desse tabuleiro colocam-se as fichas especiais (papiro, chave e escaravelho). Ao lado deste tabuleiro separam-se por ordem as fichas de templo: serpente, águia e leão (face oculta).

Desenvolvimento

Os jogadores vão jogando por ordem, no sentido dos ponteiros do relógio. No seu turno, cada jogador joga uma carta, no entanto essa carta só pode ser uma das 2 que estão na extremidade do seu leque de cartas, nunca outra diferente.

Depois de descarta a carta escolhida, o jogador move um dos seus aventureiros esse exato número de casas (casas vazias não são contadas). Em função da casa onde parar, executa a respetiva ação :

  • Casa de artefato: a ficha indica quantos aventureiros são necessários para reclamar para si essa ficha, se o jogador tiver sobre a ficha esse número de aventureiros seus, pode reclamar a ficha para si. Se houver o símbolo de uma carta de templo (serpente, águia e leão), o jogador preenche esse espaço com a respetiva ficha da reserva.
  • Casa Hórus: nestas casas o jogador opta por tirar uma chave da reserva ou biscar a carta correspondente do monte de cartas de Hórus (amarelas). Atenção casas com indicação de 1 olho dão direito a biscar carta com um olho, de 2 olhos cartas de 2 olhos e 3 olhos cartas de 3 olhos. A carta é colocada entre as 4 que o jogador tem na mão.
  • Casa Osíris: nestas casas o jogador move-se tantas casas como as indicadas pela ficha, ou seja, neste turno o jogador vai fazer duas movimentações com o mesmo aventureiro e só no final desses movimentos é que executa a ação da casa onde parar.

Antes de terminar o seu turno o jogador bisca uma carta do monte de reserva e coloca-a entre as 4 cartas que tem na mão.

Quando um jogador passa por cima de uma casa com a Estátua de Anúbis (estas casas nunca se contam), retira o seu aventureiro que está nessa casa e coloca-o na casa de partida.

Quando um jogador consegue jogar a carta com o número exato para entrar na câmara funerária, tem primeiro de deixar uma chave no local correspondente, e depois pode tirar o sarcófago mais valioso que lá estiver (5 ou 3 pontos). Se for o último, o jogo termina, mas os outros jogadores têm ainda oportunidade de jogar mais 1 turno, e podem inclusivamente alcançar também a câmara funerária nesse turno, embora não recebam nenhum sarcófago, ganham pontos pelo valor inscrito na parede da câmara.

Depois de terminarem os seus turnos finais, todos contam os seus pontos da seguinte forma:

  • PV por aventureiros: cada aventureiro terá um valor inscrito na parede da casa onde terminou, esse valor são PV.
  • Sarcófagos: se o jogador tiver um ou dois sarcófagos adiciona os seus valores 5 e 3 PV
  • Chaves: cada chave vale 1 PV
  • Conjuntos de fichas de tesouro: um conjunto de fichas de tesouro é composto por 3 tesouros diferentes (colar+pote+estátuta), cada conjunto pode ter no máximo 2 fichas de papiro (joker) para substituir 2 tesouros, ou seja, um conjunto pode ser formado por 1 tesouro+2 papiros (jokers) ou 2 tesouros+1 papiro (joker). Em função do número de conjuntos o jogador vai receber pontos: 1=3PV; 2=7PV; 3=12PV; 4=18PV; 5=25PV; 6=33PV; 7=42PV; 8+=52PV.
  • Fichas de escaravelhos: valores das fichas de escaravelho ganhas durante a partida (1 PV / 2PV / 3 PV / 4 PV).

O vencedor será o jogador com mais pontos no final desta contagem!

Avaliação:

Luxor é um jogo lançado originalmente pela Queen Games e que, logo pelo nome da editora, se sabe que tem qualidade assegurada ao nível do material bem como da clareza dos seus livros de regras.

Em boa hora a Devir adquiriu a licença trazendo-nos esta versão com regras em português, espanhol e italiano. Estamos perante um familiar muito bem feito, com a assinatura de um dos meus autores preferidos: Rüdiger Dorn (Goa, Istanbul, Arkadia, Diamonds Club…). O autor alemão é um dos mais reconhecidos designers do mundo, com dezenas de jogos criados e sobejamente conhecido por todos os que gostam de eurogames.

A conjugação de uma editora com créditos firmados a um autor com a experiência de Dorn é quase sempre uma receita infalível para termos um bom jogo. Luxor nasce desta união e é realmente um bom jogo.

As regras são muito fáceis de explicar, a fluidez do jogo é ótima e o tempo de uma partida passa tão rápido que nem damos pela sua passagem, sendo preciso cerca de 45 minutos para fazer uma partida com jogadores que já conheçam o jogo e pouco mais de uma hora para partidas com jogadores de primeira viagem.

Em termos de mecanismos nada de novo, na generalidade, um jogo de corrida ao tesouro, em que as cartas funcionam como propulsor de todo o jogo. E talvez neste aspeto das cartas, resida aquilo que eu considero ser uma modificação inteligente de um mecanismo de si original à data. Refiro-me à forma como os jogadores podem jogar as suas cartas, ou seja, apenas podem jogar com as duas cartas das pontas do seu deck, ora esse sistema já tinha sido criado por Uwe Rosenberg, no incontornável Bohanza, só Dorn aproveitou para o modificar, dando-lhe uma outra possibilidade, fazendo-lhe no fundo um upgrade. E acertou por completo, pois esta mecânica dá mais uma possibilidade estratégica e permite que os jogadores planifiquem de forma mais consciente as jogadas seguintes.

O setup do jogo é um pouco trabalhoso, pois há muitas fichas para colocar, mas até à data isso nunca foi um impedimento de jogar várias partidas seguidas. É um jogo fácil que é simplesmente divertido.

Devido às imprevisibilidade inicial na colocação das fichas, há muita rejogabilidade. Há muitas formas de ganhar pontos de vitória, a experiência na análise do tabuleiro ao início do jogo são fatores importantes para tomar uma decisão sobre a abordagem à partida: fugir o mais rápido possível para chegar primeiro à câmara da pirâmide ou preferir colecionar sets sem grandes preocupações de alcançar esse espaço.

Em suma, um familiar de primeira água, com alguma sorte à mistura, mas capaz de entreter muito bem durante cerca de hora todo o tipo de público.

Ligações:

Site da Devir → AQUI

Ficha BGG → AQUI

Comprar:

Loja Devir  AQUI

Anúncios
No comments yet

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: