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46.º Encontro de Jogos de Tabuleiro de Aveiro

2019/09/15
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By Nuno Rebelo

O calor da noite de sexta-feira (13) marcou o regresso dos encontros de jogos do Grupo de Gameboarders de Aveiro depois das férias de verão. O encontro também foi especial porque estavam disponíveis muitos dos títulos que são candidatos aos prémios JUG e JUGuinho.

Voltámos a reencontrar a nossa família dos jogos, mas nem houve tempo para falarmos de férias e de “onde foste?”, “Que fizeste?”. Todos queriam meter a mão nos jogos e jogar!

Calor, amigos, Portugal, reencontro = a festa e festa é um Arraial. E foi assim que começou a noite à volta do jogo Arraial.

Um jogo fácil de aprender e que nos remete para os nossos anos 80-90, quando passávamos algum tempo a jogar tetris. As peças têm ilustrações muito bonitas e vão sendo tiradas à vez para o nosso tabuleiro, que mais não é do que a nossa rua. Cada jogador tenta atrair para a sua rua o maior número de visitantes possível. 

Numa outra mesa abriu-se Century: Spice Road, jogado a dois. Bom, a três. Também veio o nosso mais recente membro, que pacientemente, viu os seus pais se debaterem pelo título do melhor comerciante na Rota das Especiarias. É um jogo muito fácil de explicar e uma forma de introduzir novos jogadores no nosso mundo.

Chegados da cidade de Aveiro, outro grupo começou por jogar Bandido. Um jogo que cabe com certeza em qualquer mala de mão de senhora, mas que na mesa precisa de muito espaço. O jogo leva-nos em busca de um ladrão que decide escapar da prisão à moda antiga: fazendo túneis. Rápido e com pouca comunicação entre os polícias, o que pode ajudar os mais tímidos. 

Da busca pelo ladrão, este grupo passou para a descoberta de mundos desconhecidos em, Pocket of Madness. Mais um jogo de cartas, com ilustrações bonitas mas sombrias, onde tens de fazer coleção de cartas, e se fores o primeiro a ficar sem elas deixas os outros loucos, tal é a tua facilidade em explorar os novos mundos.

Terminado o Arraial, abriram-se as portas do templo de Luxor.

Uma tumba cheia de tesouros para serem explorados por saqueadores que se apressam a chegar à câmara central onde estão os valiosos sarcófagos.

À tua responsabilidade tens uma equipa de homens e mulheres, que deves ir movendo no tabuleiro, tentado não deixar nenhum para trás. No caminho encontras vários tipos de tesouros, mas alguns são pesados e precisam de mais do que um elemento da tua equipa.

O que torna o jogo diferente é que a maneira de moveres os membros da tua equipa é através das cartas que tens na mão. Ok, até aqui nada de especial, mas só podes tirar uma das cartas que está na extremidade do teu leque de cartas! Um mecanismo simples mas que abre um manancial de opções na gestão da tua mão.

O Carcassonne voltou à mesa! Um clássico dentro da nossa comunidade, que para muitos dispensa apresentações e cumprimentos.

Majesty: for the realm também saiu da caixa! 

Foram 3 os jovens regentes que se aventuraram a construir um reino melhor para os seus súbditos. Um jogo rápido e fácil de explicar, onde o objetivo é no final da 12.ª ronda ter o reino mais próspero da região.

Mais um  jogo de coleção e de card drafting com temática medieval.

Não podia faltar, nesta noite de sexta-feira 13 e de lua cheia, um mistério para desvendar. Uma das mesas juntou vários psíquicos para desvendarem o crime da mansão do sr. MacDowell. E a caixa de Mysterium foi aberta!

Nesta mansão existe o fantasma do falecido que tenta comunicar com os psíquicos, enchendo-lhes os sonhos de imagens confusas, mas que funcionam como pistas para se desvendar o assassino, o local e a arma do crime.

É um jogo coperativo, com muitas deduções e discussões entre os jogadores. Aqui a interação entre todos é fulcral.

Ao que parece estiveram bem e descobriram o caso da mansão, libertando o fantasma para a sua luz eterna. R.I.P.

A noite já tinha passado a madrugada quando se jogou o último título: Hellapagos.

Depois de um grave problema no nosso navio de cruzeiro, somos os únicos sobreviventes numa ilha. A ilha é paradisíaca, um sonho!

Tudo corre bem até que nos começa a faltar a comida e a água. E piora quando um dos nossos, em vez de ajudar a construir jangadas, decide aventurar-se no mar para resgatar alguns itens do naufrágio.

É um jogo cooperativo até que começa a faltar comida e água, depois disso parece que é cada um por si! O jogo vive das dinâmicas entre jogadores e a forma como cada um consegue negociar, quando todos lhe apontam o dedo para que seja deixado a morrer à fome.

Ahhh… tantos jogos em uma só noite. Estávamos mesmo com saudades uns dos outros!

2 comentários leave one →
  1. The Meepler permalink
    2019/09/17 14:09

    Onde decorrem os encontros mensais?

    • abruk permalink*
      2019/09/20 20:26

      Junta de Freguesia da Borralha – Águeda; Centro Paroquial de São Bernardo; CUFC – Universidade de Aveiro

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