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47.º Encontro de Jogos de Tabuleiro de Aveiro (SBR)

2019/10/01
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Por Nuno Rebelo

Este foi o encontro que marcou o nosso regresso a São Bernardo. E como tínhamos de celebrar resolvemos começar às 15h.

Também era uma sessão especial porque tínhamos na nossa ludoteca alguns dos jogos candidatos aos prémios do Blog: JogoEu.

O primeiro jogo na mesa foi Luxor. Quatro destemidos aventureiros avançaram no templo em buscas de bons tesouros, já que nenhum deles me pareceu ter ganho o euromilhões esta semana.

Noutra mesa abriu-se a caixa de Illusion. Um jogo de cartas muito coloridas, cheias de padrões, formas e letras. Objetivo: ordenar de forma crescente a carta com mais cor, ditada pela seta que é revelada nessa ronda. Mas não é fácil, e se um dos adversários desconfia da nossa ordem, pode virar as cartas e ver qual a percentagem dessa cor. Se a desconfiança se comprova, ganha a carta de seta dessa ronda, caso contrário perde-a.

A tarde estava a ficar animada quando chegaram alguns miúdos com os seus pais. Com crianças o ambiente muda logo e o tipo de jogos também. Rapidamente escolheram os jogos que mais os encantavam e lá jogaram: Dobble, Gobbit, Zicke Zack e Valley of Kings.

Orbis foi outro jogo que saltou para a mesa numa partida a 3 jogadores. Aqui, cada um assumiu o pele de um deus na criação do seu universo. Um jogo de coleção de cor e colocação de peças, para obter determinados padrões que nos dão pontos. Foi a primeira experiência para todos os “deuses” por isso não correu nada mal.

A Alley Cat Games prepara-se para lançar para o ano Tungaru. Um jogo que simula a vida dos indígenas que tinham de andar de ilha em ilha para sobreviver e expandir a sua tribo. Um jogo que se apresenta como um eurogame apimentado, com recurso a dados. Este jogo também esteve na mesa. Claro um protótipo para playtest. Quem o jogou pareceu animado, apesar da curva de aprendizagem.

E por falar em novidades. Tivemos a felicidade de, no dia da apresentação do jogo, termos jogado Porto. Os jogadores de Aveiro estão em cima das novidades!

O jogo tem uma aposta forte nas ilustrações. Desde o tabuleiro, que tem nas suas costas a própria ilustração do tabuleiro sem as marcas para o setup, passando pelas cartas com elementos muito característicos portuenses. Parece que estás mesmo a olhar para a ribeira do Porto.

Bom, fora isso, vamos ao jogo. As regras são fáceis de explicar. Cada construtor recebe objetivos individuais que tentará cumprir. Envolvem determinados pares ou trios de edifícios de cores respetivas, ou construir de forma equilibrada, entre outros. No tabuleiro estão ainda disponíveis objetivos públicos, que se ganham por jogar determinado número de cartas ou construir certos e determinados padrões de andares. 

A coleção de cartas é algo muito simples, mas que dá dinâmica ao jogo pois, para construíres terás sempre de jogar duas cartas, uma referente à cor outra ao número de andares.

Fui um dos felizardos envolvidos na construção da ribeira do Porto e gostei!

Bem, gostei de tudo exceto aquele cor rosa elétrico de um dos marcadores!

Mal saímos do Porto fomos diretos a Coimbra, mas a uma Coimbra medieval, uma das grandes cidades do Reino de Portugal.

Três dos quatros jogadores eram estreantes e em cerca de 35 minutos lá aprendemos as regras, mais complexas que as de Porto.

Aqui é preciso estares com muita atenção, porque há pequenas nuances no jogo, que te fazem andar do teu tabuleiro individual para as várias zonas do tabuleiro central, contando pontos em vários marcadores durante o teu turno. É o chamado “cá e lá”. Um jogo com coleção de cores, seleção de cartas de personagens com habilidades especiais e uma corrida aos maiores mosteiros do reino.

Piepmatz é um pequeno jogo de cartas onde através de gestão de mão e coleção de conjuntos, consegues fazer pontos colecionando pássaros e sementes. As ilustrações das cartas são bonitas, sendo quase científicas. Jogas e ainda aprendes a observar aves. Os jogos estão sempre a ensinar-nos coisas novas!

Por fim, quero falar-vos de Citadels. No nosso encontro o jogo, juntou 7 jogadores à volta da mesa. Objetivo do jogo: Adquirir ouro e construir edifícios. Por ronda todos escolhem uma personagem que possui uma determinada acção. A interação entre os jogadores é garantida, pois existem personagens que impedem as outras de jogar nessa ronda, outras que roubam o ouro e algumas que destroem edifícios dos adversários.

Algumas mecânicas do jogo: drafting de cartas e de acções, alteração da ordem de turno, coleção de grupos e poderes variáveis das personagens.

O grupo pareceu animado por isso diria que tiveram um bom momento!

Ao longo do dia ainda se abriram as caixas de Jaipur, Sagrada, Round the World, Ticket to Ride Europa, Keltis, entre outros.


E foi mais um encontro de jogos de tabuleiro do GBA!

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