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Chakra

2021/01/22

Sinopse:

Em Chakra os jogadores têm de preencher 5 dos seus chakras com 3 pedras das mesma cor, mas para isso têm de otimizar as suas ações de movimento. O primeiro a preencher 5 chakras determina o fim do jogo.

Como se joga:

⇒ Setup

Cada jogador recebe as duas partes do seu tabuleiro individual, que deve montar, além de 5 fichas de inspiração (cor preta) e 7 fichas de meditação (cores dos chakras).

Na bolsa colocam-se 3 cristais de cada cor por jogador, ou seja, 48 em partidas a 2 jogadores, 72 em partidas a 3 jogadores e todos os cristais a 4 jogadores.

No centro da mesa coloca-se o tabuleiro de Lótus e cobrem-se os espaços de Karma (parte superior do tabuleiro) com fichas de plenitude (valores de 1 a 4) com a face oculta. Sobra uma ficha de plenitude que se retira do jogo sem ver o seu valor. Na parte inferior do tabuleiro, preenchem-se os 9 espaços de Maya, com cristais retirados do saco de forma aleatória.

Antes de começar cada jogador coloca todas as suas fichas de meditação na mão e, à sorte, tira uma. Essa ficha é colocada ao lado do respetivo chakra (cor correspondente), no seu tabuleiro, e em seguida o jogador pode ver em segredo, o valor de Karma dessa cor, no tabuleiro comum.

O jogador mais nervoso é o jogador inicial e recebe a ficha correspondente (flor de lótus).

⇒ Desenvolvimento

Durante um turno, o jogador ativo realiza uma de 3 ações:

  • Receber energia
  • Canalizar energia
  • Meditar

Depois de realizar uma ação, o turno passa para o jogador seguinte.

Receber energia consiste em escolher entre um a três cristais de cores diferentes do mesmo fluxo Maya (tabuleiro central). No caso de existir um cristal preto (energia negativa), nesse fluxo, o jogador é obrigado a ficar com ele além do(s) cristal)ais que decidir escolher. Atenção: é proibido escolher cristais com a mesma cor no mesmo turno.

Depois de retirar os cristais desejados do fluxo Maya (tabuleiro central), o jogador pode colocá-los diretamente num chakra, se esse chakra ainda não tiver uma ficha de inspiração (ficha preta) no encaixe; ou colocá-los nas bolhas de Bhagya (3 espaços por cima dos chakras do tabuleiro individual – parte superior). Cada bolha de Bhagya só pode ter um cristal, ou seja, um jogador só pode colocar 3 cristais nas bolhas por turno se as bolhas estiverem vazias no início do turno.

Em seguida o jogador completa os espaços Maya que tenham ficado vazios com cristais do saco.

Canalizar energia consiste em gastar uma ficha de inspiração (preta) para tapar uma das 8 ações de movimento disponíveis e realizar o respetivo movimento. Espaços que já estejam ocupados não se podem repetir antes de se fazer meditação (mais à frente).

  • Qualquer um dos movimentos só pode ser escolhido se o jogador o conseguir realizar completamente, caso contrário, não pode escolher.
  • Sempre que um chakra tiver os três espaços ocupados por cristais de cores diferentes, é considerado como bloqueado e nenhum cristal pode passar por esse chakra. No entanto, se o chakra estiver completo pelos 3 cristais da cor desse chakra, é considerado como um chakra harmonizado e todos os cristais que precisem passar por ele, não precisam de o contabilizar no seu movimento.
  • Sempre que um jogador completa um chakra com os 3 cristais da respetiva cor, o chakra é considerado harmonizado e, se esse chakra tiver uma ficha de inspiração (preta) no encaixe, o jogador pode recuperá-lo novamente para a sua área de jogo, estando disponível para selecionar ações no turno seguinte.
  • Quando o movimento escolhido implicar a movimentação de mais que um cristal, o jogador escolhe qual a ordem dos cristais a movimentar.
  • Os cristais pretos (energia negativa) funcionam como um cristal normal, no entanto, como ocupam espaço, bloqueiam espaços de chakra. Esses cristais devem ser encaminhados para a terra (último espaço do tabuleiro individual). No fim do jogo cada cristal preto na terra é considerado energia estabilizada e vale 1 ponto, além disso, o jogador pode a qualquer momento escolher a ação de gastar um cristal preto estabilizado (em terra) para tirar um cristal do saco à sua escolha e colocá-lo numa bolha de Bhagya.

Meditar permite que o jogador recupere todas as fichas de inspiração (pretas) usadas para selecionar ações de movimento.

Em seguida, o jogador coloca uma das suas fichas de meditação junto ao chakra da cor que deseja saber o valor, e depois vê o valor da ficha de plenitude (na parte superior do tabuleiro central) em segredo.

⇒ Fim do jogo 

O jogo termina quando um dos jogadores consegue harmonizar 5 chakras. Após esse momento, todos os jogadores que ainda não tenha jogado nessa ronda, jogam o seu turno. Após todos terminarem faz-se a pontuação final:

Revelam-se todas as fichas de plenitude do tabuleiro central.

Os jogadores somam os pontos dos diferentes chakras que cada um harmonizou (1 a 4 pontos) mais 1 ponto por cada cristal preto estabilizado (na terra).

O jogador que tiver mais chakras harmonizados a contar de baixo para cima (começando no vermelho), ganha 2 pontos suplementares.

Quem tiver mais pontos ganha a partida!

Avaliação:

Chrakra cativa-nos primeiro pelo aspeto gráfico e pela paleta de cores suaves e harmoniosas. Estamos perante um jogo abstrato na sua essência, no entanto com requisitos fortes na gestão dos tempos e na otimização das ações. As partidas são muito dinâmicas e a sua natureza simples e suave prende-nos com relativa facilidade.

Os componentes são de boa qualidade e a caixa do jogo é em forma de um quadrado pequeno, mais que suficiente para arrumar tudo de forma tranquila e sem pressões indesejadas que comprometam a qualidade geral de tudo o que lá vem dentro. Um destaque especial para a dupla face dos tabuleiro que leva em conta a ergonomia de destros e esquerdinos. Parabéns pelo detalhe. Um reparo negativo para a tonalidade de laranja, usada nos cristais, que é muito fraca.

O tema do jogo não podia ser mais adequado, tudo se sincroniza com o tema, mesmo a sensação que se experiencia a jogar este Chakra. Coerente!

As partidas são muito fluidas e rápidas sendo um título muito adequado para jogar em família. A interação entre os jogadores é relativamente baixa e o fator sorte tem alguma influência nas partidas, especialmente na aleatoriedade com que as diferentes cores saem do saco para os espaços Maya.

Em resumo diria que gostei muito deste Chakra pese embora não tenha sido uma opinião consensual no meu grupo de jogo, talvez pelo fator sorte ter penalizado mais uns que outros. Para mim a sua subtileza, a demanda astuta de um bom timing e um piscar de olho ao lado puzzle que há no jogo, tornam este familiar abstrato um jogo que não me custa nada recomendar. Bem redondinho e com bom acabamento.

Ligações:

Site da Mercurio Distribuciones → AQUI

Regras Solo → AQUI

Ficha BGG → AQUI

Comprar:

Mercurio Store → AQUI

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