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Ranking

2014/04/21

SinteseCapa

Editora: Hans Im Gluck
Autores: Stefan Dorra e Ralf Zur Linde
Grafismo: Klemenz Franz
Jogadores: 3 a 5 Jogadores
Idade: +8 Anos
Duração: 15-30 Minutos
Ano de Publicação: 2010
Género: Dedução    Bluff    Party Game
Dependência Linguística: Média
Preço: 25€

FincaRanking é um jogo de Stefan Dorra e Ralf zur Linde; não se pode dizer que sejam autores da primeira linha, mas ambos já conquistaram o reconhecimento pelo seu trabalho; Dorra com jogos como “Medina” e “For Sale”, Linde essencialmente com “Finca”, que merecidamente recebeu uma recomendação Spiel des Jahres e até ganhou um tile de tributo neste novo lançamento (na imagem).
HIGA primeira publicação é da alemã Hans Im Gluck, regra geral sinónimo de eurogames a meio termo entre o “leve” e o “pesado”, ou seja, já com uma boa dose de estratégia envolvida (até porque a HIG compactua com a Schmidt, a qual costuma apresentar os títulos mais “simples”).Carcassonne Surpreende pela sua simplicidade, além de ser um jogo com um ar até bastante infantil, nada dentro do padrão habitual da marca do touro, que nos trouxe, entre outros, jogos do ano como Thurn & Taxis e Carcassonne (também com tributo).
Este é um jogo um pouco “Dixitiano”; se tivesse saído antes de Dixit, seria este a ser um jogo “Rankingano”, se é que me faço entender… Fica a ideia de que os autores jogaram Dixit e quiseram dar-lhe um twist, ao estilo “house rule”, com uma variante de definição de posições. Se assim foi, de facto conseguiram e devem ter identificado uma oportunidade para editarem mais uma obra; contudo, quanto mais tempo levassem até a editar, maior seria o risco de a associarem ao “globetrotter” de Jean-Louis Rubira, e, talvez por isso, o jogo apresente lacunas básicas, quer na jogabilidade, quer na edição.
Mas vamos ao jogo em si. Ranking é o nome perfeito para um jogo inteiramente viciável, onde o objetivo é somar pontos, mesmo que para isso seja preciso fazer bluff, jogo sujo, insólitas denúncias ou até ser pouco coerente na argumentação. Na verdade tudo vale para ganhar e como o target parece ser o público mais jovem, esqueceram-se de que o jogo até poderia ter interesse para os graúdos…
Objectos 5Objectos 1Objectos 2Objectos 3Objectos 43 a 5 jogadores recebem 6 tiles (minha sugestão: os jogadores podem combinar uma mão mais vasta, talvez 8 ou 10) com uma ilustração bem desenhada e facilmente identificável, embora ao estilo cartoon (na imagem). Estes tiles devem ser vistos apenas pelo próprio jogador e mantidos ocultos à sua frente.

Perguntas Rio GrandePor ronda um dos jogadores retira um cartão de perguntas do saco de pano e escolhe uma das suas duas faces (variante oficial: poderá ser definido no início qual a face a usar, pois uma é azul e a outra é vermelha), colocando a pergunta no topo da torre (que é composta por duas peças que se encaixam como um puzzle), de modo a que todos a vejam. Atenção que este é um jogo com algum fator de dependência linguística, neste caso em alemão, existindo também edição em inglês, da Rio Grande (minha sugestão: para acabar com a DL jogar ao estilo Dixit, escolhendo o primeiro jogador de cada ronda uma questão, da sua autoria).
Após o anúncio da pergunta, por exemplo, “O que atrai mais as mulheres?”, cada jogador escolhe um tile da sua coleção de 6, ao estilo Dixit, ou seja, o tile que melhor se possa fazer passar pela resposta (ou não, já veremos) e coloca-o oculto, no centro da mesa; juntam-se mais alguns tiles ocultos do stock geral da mesa, até termos um total de 7, altura em que todos são baralhados e depois revelados.
InicioA torre que tem agora a pergunta no topo serve de expositor do ranking, com 7 posições entre 0 zero e o seis. De início todos os tiles são colocados na posição 3 e a corrida começa. Por turno, cada jogador escolhe dois dos tiles que estejam no mesmo patamar e altera o ranking de ambos, subindo um e descendo o outro uma casa, respetivamente. O processo continua de jogador em jogador, até ao momento em que hajam tiles na posição 6 e 0 em simultâneo, não importando a posição dos restantes.
IdentificadoresCada jogador dispõe de quatro identificadores (coroas de madeira pintada) na cor de cada um dos seus adversários (identificados pela figura colorida de um rei) e, ao longo da ronda, embora apenas na sua vez, pode ir tentando desmascarar o objeto com que os seus adversários contribuíram, colocando em cima do tile suspeito a coroa da cor do alegado proprietário.
Fim de rondaChega a altura de fazer a pontuação da ronda. Cada jogador revela qual o seu objeto e recebe tantos pontos quanto a posição em que o tile ficou posicionado no ranking. Há agora que descontar um ponto por cada coroa na cor do proprietário que tenha sido colocada no tile; coroas na cor dos adversários não têm influência. A pontuação final (Ranking menos o número de coroas que o desmascararam) pode agora ser registada na torre, através do uso de uma pequena seta na cor do jogador, subindo tantas posições quantos os pontos a registar.
O processo repete-se até à ronda em que um jogador totalizar 15 ou mais pontos e ser declarado o vencedor. Normalmente, 4/5 rondas são jogadas, sendo necessárias pelo menos 3.

O jogo tem algum sumo, mas apresenta muitas lacunas que o prejudicam bastante e impediram de receber melhores críticas. Creio que com mais playtesting e uma edição mais cuidada poderíamos estar perante um jogo bem mais composto, ou, pelo menos, não tão mal visto. Vejamos:

  1. Em primeiro lugar creio que o target não foi bem definido. O aspeto infantil da caixa e dos componentes não corresponde à jogabilidade, que é claramente de um jogo de adultos. Regra geral, crianças não costumam jogar a jogos de adultos e os adultos só costumam jogar a jogos de crianças quando o fazem mesmo com crianças, o que não é o caso, há uma infinidade de jogos bem mais adequados, quer a uma, quer a outra situação… Ou seja, temos um jogo para ninguém!
  2. Em segundo lugar salientar que editar um jogo não é só estoirar orçamento em componentes de grande qualidade e encomendar a arte a artistas habilitados. Há muito mais que se exige, como que o jogo tenha pés e cabeça e, acima de tudo, que seja um jogo sério, em que ganhe quem jogou melhor (ou mesmo quem tenha tido mais sorte), mas nunca aquele que ludibriou os companheiros, dizendo que colocou um tile que não o seu. Em Ranking isso é possível, pois com a entrada de tiles aleatórios para completar a oferta, por vezes o que mais se adequa à questão até nem é de ninguém, ficando à mercê de qualquer chico-esperto dizer que foi o que tinha escolhido. Cabia ao editor ter prevenido esta situação, é para isso (entre outras coisas) que o playtesting serve… Bastava que os jogadores escrevessem qual o seu objeto num pedaço de papel, por exemplo (sugiro que todos o façam, para evitar os engraçadinhos).
  3. Em terceiro lugar, e mais uma vez a denunciar um pobre ou inexistente processo de playtesting, o método de identificar qual o tile de cada adversário é bastante confuso (o como, quando e em que ordem não está devidamente definido) e pouco recompensante, pois apenas prejudica o jogador visado, não proporcionando qualquer benefício a quem fez a aposta correta, deixando uma sensação incómoda em quem o conseguiu com sucesso. Bastava que cada jogador tivesse um número nas suas coroas a indicar que aquela aposta tinha sido feita por si, por exemplo, ou que cada jogador tivesse um formato específico de identificador. Cada jogador ficaria muito mais satisfeito por obter proveitos da sua correta dedução, do que sentir-se igual aos que não prestaram atenção ao jogo e colocaram as coroas como os números do totoloto…
  4. Em quarto lugar surge a incoerência, mais uma vez fruto da falta de playtesting. Querem que um jogador some 15 pontos para ganhar, mas para aproveitar a belíssima arte escolheram a torre como contador dos pontos; ora a torre começa no 0 e vai até ao 6 e segundo o processo referido no manual o marcador inverte o sentido no telhado, na posição 8, começando então a descer até sair da torre por completo. Meus senhores, qualquer jogador pensará que tem 6 pontos quando estiver no 6º piso, mas não, nessa altura tem 7, pois o primeiro ponto é contado no zero, o que não lembra a ninguém. Além disso, para dar corpo a esta aberração da pontuação, o marcador dos pontos é uma seta (que com qualquer pequeno toque se vira), para poder indicar o sentido do movimento de cada jogador (para cima ou para baixo), ou seja, mataram uma galinha para fazer caldinhos para outra! Bastava uma régua de pontuação do lado esquerdo da torre, de 0 a 15, por exemplo, seria muito mais útil e ficaria bem mais engraçado!
  5. Em quinto lugar trago nova falha editorial, esta menos grave que as anteriores, que é a ausência de um marco de jogador inicial, pois ronda a ronda este altera-se. Uma falha que é até frequente entre os editores, e que facilmente seria ultrapassada…

Componentes:
TudoAqui reside o ponto mais forte do jogo. Os componentes são muito bonitos e de grande qualidade. As pequenas setas usadas para assinalar a pontuação de cada jogador são robustas e nunca antes tinha visto igual, tal como as coroas identificadoras, que podem muito bem ter sido encomendadas especificamente para este jogo, não seria a primeira vez que a HIG o faria. Os tiles são imensos e muito resistentes; o artwork não sendo o melhor dos melhores, é também bastante aprazível. A torre e as figuras do rei são engraçadíssimas e o recorte do material foi muito primoroso; destaco ainda o detalhe da ilustração do verso da torre, um mimo muito engraçado. InsertA ilustração frontal da caixa é cativante e representa uma viagem aos tiles que compõe a obra; dentro encontramos quatro divisórias ilustradas com as imagens dos tiles (à direita), tão contagiantes que nos apetece começar logo a jogar, havendo espaço para guardar tudo bem arrumado, dentro dos saquinhos zip que estão também incluídos.

Set-up:
Ranking é um jogo que se começa a jogar num instante. As regras são muito fáceis de explicar e este até é um daqueles jogos em que se pode ir explicando enquanto se joga, pois “uma mão lava a outra”. O set up consiste em virar todos os tiles de face para baixo, misturá-los e distribuir 6 a cada jogador, juntamente com o seu rei e as coroas na cor de cada um dos adversários. É também preciso montar a torre, unindo as duas peças que a compõe, e depois colocar a seta de cada jogador por baixo da torre, junto ao ponto 0 da mesma. As questões supostamente estarão já guardadas no saco, prontas a entrar em jogo. Quem preferir pode usar réguas de disposição de tiles que tenha como acessório ou parte de outro jogo, por exemplo, as do “Blockers”, tornando-os facilmente acessíveis, em vez de o jogador ter de os espreitar cada vez que precise.

Jogabilidade:
Ranking proporciona um sem fim de possibilidades, dependendo do estilo de adversários. É um jogo rápido (a caixa diz 30, mas creio que cerca de 15 minutos são suficientes) mas que permite algumas taticas e muito bluff, podendo um jogador optar por colocar um tile que seja uma boa resposta à questão e esperar que os adversários o façam subir no ranking (se o próprio o fizer subir arrisca-se a perder muitos pontos com os identificadores), ou então colocar um que não seja tão bom, esperando que se mantenha no centro e procurar garantir alguns pontos, livres de “descontos”, digamos assim…
É também possível manipular maliciosamente o ranking para desvalorizar os tiles dos adversários, como por exemplo, dizer que o que mais atrai as mulheres é uma bola de futebol e não um perfume, ou que é um comboio, desvalorizando um carro desportivo! Este processo de arruinar o jogo adversário representa um verdadeiro “o rei vai nú”, mas que proporciona um estilo divertido ao jogo, que não sendo propriamente um “party game”, também não lhe fica muito longe.

ReisAvaliação:
Estamos perante um jogo que podia ser fantástico, mas cujo caminho editorial não lhe permitiu maiores voos. Para quem gosta de jogar o jogo tal como lhe é apresentado, Ranking é um jogo que não recomendo; a quem não se importa de espremer o sumo e lhe acrescentar alguns ingredientes (house rules), recomendo Ranking, porque é um jogo rápido, que se explica em instantes e que consegue cativar tanto jogadores experientes, como iniciantes.
Cheira muito a Dixit, mas consegue ser diferente o quanto baste para não ser considerado um parente próximo. A quem gosta de um recomendo também o outro, se bem que não possamos esquecer que este tem alguma dependência linguística – Atenção!
Ponto Forte: Os componentes, fantásticos!
Ponto Fraco: As regras, inexploradas!

Nullern

2014/04/16

Sint-Nullern

Sinopse:

Nullern é um jogo de vazas jogado em 20 rondas, a cada ronda acrescenta-se uma carta até que todos os jogadores joguem com 10 cartas, de seguida vai-se decrescendo até acabar com 1 carta de novo. Os jogadores apostam o número de vazas que conseguem fazer por ronda e no final os jogadores que acertarem na aposta feita inicialmente ganham pontos ao contrário dos que se enganarem que recebem pontos negativos – gafanhotos!

Como se joga:

O jogador mais novo começa por baralhar as 80 cartas e depois distribui 1 a cada jogador de face oculta. As cartas restantes formam um baralho de face voltada para baixo.

Por fim vira-se a carta do topo do baralho e essa será a cor de trunfo para a ronda que se irá iniciar.

Um dos jogadores fica com a responsabilidade de anotar as apostas e a pontuações na grelha de papel que acompanha o jogo (pode ser descarregada AQUI).

Image Drei Hasen in der Abendsonne

Ao longo das 20 rondas que dura o jogo o número de cartas na mão vai aumentando e diminuindo. Na primeira ronda será apenas 1, na segunda ronda serão duas e assim sucessivamente até à décima ronda onde cada jogador receberá 10 cartas, depois esse número vai diminuindo 1 carta por ronda, isto é, na décima primeira ronda cada jogador recebe apenas 9 cartas, na décima segunda ronda 8 cartas e assim sucessivamente. A vigésima ronda (última) é jogada “às cegas”, ou seja, todos os jogadores recebem apenas 1 cartas que não podem ver, apostando complemente “às cegas”!

No início da ronda todos os jogadores analisam a sua mão de cartas (no caso de ser 1ª ronda ou 19ª ronda será apenas uma carta!). O jogador sentado do lado esquerdo do distribuidor de cartas da ronda anuncia quantas vazas é capaz de fazer, segue-se, no sentido dos ponteiros do relógio, outro jogador, e assim consecutivamente até que todos os jogadores tenham apostado. Nenhum jogador pode anunciar mais vazas que o número de cartas da sua mão!

Image Drei Hasen in der Abendsonne

O jogador que anunce o a maior número de vazas joga primeiro. O jogo prossegue no sentido dos ponteiros do relógio com os outros jogadores a jogarem a sua carta. Se não for jogada nenhuma carta de trunfo a vaza é ganha por quem tiver jogado a carta mais alta; se vários jogadores empatarem com o número mais alto de cores diferentes, ganha aquele que tenha jogador primeiro a carta mais alta entre os empatados; uma carta de trunfo é sempre mais alta que qualquer outra carta, sendo que, obviamente entre cartas de trunfo ganha a carta mais alta.

Sempre que o primeiro jogador jogue carta de trunfo, todos os outros jogadores têm de assistir a trunfo.

Depois de todas as cartas terem sido jogadas segue-se a fase de pontuação. Quem acertar na aposta inicial de vazas ganha 10 pontos mais as suas vazas em pontos, por exemplo, se alguém apostou 2 vazas e no final se verificar que acertou na aposta, ganha 12 pontos (10 por ter acertado mais 2 pelas suas 2 vazas).

Os jogadores que apostarem 1 ou mais vazas e não conseguirem nenhuma, levam 0 pontos mas um gafanhoto, que se regista com o sinal de (-) à frente do número de pontos conseguido. Quem levar mais ou menos vazas que as apostadas, ganha tantos pontos quantas as vazas ganhas, mais um sinal de (-) à frente desse algarismo. Por exemplo, se alguém aposta 2 vazas mas acaba por fazer 3, anotará na coluna do seu nome e à frente da ronda em que obteve essa pontuação o algarismo 3 seguido do sinal (-), ou seja [3-].

Quem apostar que não leva vazas e efetivamente o conseguir, ganha 20 pontos!

O jogo prossegue com a segunda ronda. O distribuidor passa a ser o jogador à esquerda do anterior distribuidor, e distribuirá cartas em número correspondente à ronda que se vai iniciar e explicado anteriormente.

A última ronda (20ª) é jogada “às cegas”, ou seja, joga-se como a 1ª e 19ª rondas mas sem saber o valor da carta que cada um tem! As apostas são por isso mesmo um “tiro no escuro” mas pontua-se da mesma forma que no decurso de todo o jogo!

O vencedor será o jogador com mais pontos depois de subtraídos os pontos dos gafanhotos (sinais de -). Cada sinal de (-) subtrai 5 pontos ao total dos pontos do jogador, ou seja, um jogador com 45 pontos e 2 sinais de (-) acaba com uma pontuação de 35 pontos [45-(5+5)=35]!

Avaliação:

Este jogo é claramente inspirado no famoso jogo de apostas Wizard, mas numa versão mais simples. Os componentes são cartas de muito boa qualidade, ilustradas de forma sóbria e colorida. A caixa do jogo merece destaque pela beleza da cor e pelo requinte com que foi pensada.

A vigésima ronda trás uma aleatoriedade ao jogo que não foi do agrado da maioria dos playtesters que ensaiaram o jogo. De tudo o que este jogo tem de positivo, este é o aspeto que menos nos agradou.

De resto, um sinal positivo para este Nullern que proporciona um bom bocado à volta da mesa. Recomendado, sobretudo para quem ainda não tem Wizard ou quer uma versão mais soft do mesmo!

Ligações:

Site da Drei Hasen in der Abendsonne -> AQUI

Ficha BGG -> AQUI

Comprar:

Amazon.de -> AQUI

Onward To Venus licenciado pela Treefrog Games

2014/04/15

A Treefrog Games, do conceituado criador britânico Martin Wallace, anunciou o previsível lançamento de um novo jogo chamado – Onward To Venus.

A Treefrog Games fechou o acordo de licenciamento com a Stardog que lhe dá permissão para produzir o jogo Onward To Venus baseado na obra literária Greg Broadmore.

A editora aponta o lançamento oficial do jogo para a Spiel ’14 em outubro na Alemanha. informando ainda que se trata de um jogo para 2 a 5 jogadores, transportando-os numa emocionante viagem em torno do sistema solar, colonizando novos mundos celestes com a ajuda de uma incrível variedade de armas, saídas do imaginário retro-futurista de Doctor Grordbort.

Rondo

2014/04/15

Sint-Rondo

Sinopse:

Rondo é um abstrato em que os jogadores vão colocando fichas no tabuleiro sobre as casas com números da mesma cor das fichas e ganhando os pontos dessas casas. Quando as casas cinzentas forem todas ocupadas ou as fichas se esgotarem, o jogo termina e o vencedor será o jogador que estiver mais à frente na escala de pontuação.

Como se joga:

Coloca-se o tabuleiro de jogo no centro da mesa ao alcance de todos os jogadores com a face azul virada para cima (primeiras partidas). Cada jogador escolhe uma cor e coloca o marcador e coloca-o na casa zero da escala de pontuação. Cada jogador recebe um suporte e tira do saco de pano dois discos, sem espreitar para dentro do saco, que coloca no seu suporte.

Na sua vez os jogadores podem optar por uma de duas ações:

1 – Jogar discos para o tabuleiro;
2 – Tirar dois discos do saco de pano.

A primeira ação consiste em colocar discos do seu suporte no tabuleiro. Para colocar discos no tabuleiro os jogadores têm de o fazer sempre adjacente a outro disco previamente colocado e obedecer à cor da casa onde se pretende colocar o disco.

Image Doug Adams

No mesmo turno é possível colocar todos os discos que se desejar (máximo 5). Quando se pretende alcançar uma casa mas não se tem um disco nessa cor pode-se colocar um disco no tabuleiro virado com a parte colorida para baixo funcionando como “ponte” para alcançar uma casa na cor desejada.

É possível colocar mais que um disco na mesma casa desde que estes sejam da cor dessa casa.

Antes de passar a vez e terminar o seu turno o jogador ganha pontos em função dos valores das casas em que colocou discos. Se tiver colocado mais que um disco numa casa o valor dessa casa multiplica-se pelos discos aí colocados. Tira um disco do saco e coloca-o no seu suporte e passa a vez ao jogador à sua esquerda.

Image Todd Barker

A segunda opção consiste em abdicar de colocar discos no tabuleiro e tirar 2 discos do saco, colocá-lo no seu suporte e passar a vez ao jogador à sua esquerda.

O jogo termina quando já não houver discos no saco ou quando todas as casas cinzentas do tabuleiro forem ocupadas. Ganha quem tiver mais pontos.

Avaliação:

Rondo é um jogo de regras muito simples e que em poucos minutos se explicam. Trata-se de um jogo abstrato bem na linha da maioria dos jogos de Reiner Knizia servido por material de altíssima qualidade.

Joga-se rápido mesmo exigindo de cada jogador algum tempo de reflexão no momento de colocar as fichas no tabuleiro, para analisar as diferentes possibilidades de maximizar a pontuação, ao mesmo tempo que se garanta minimizar os pontos disponíveis para os adversários.

Obviamente que a sorte ou a falta dela na tiragem dos disco do saco podem arrefecer algum entusiasmo inicial, mas mesmo assim estamos perante um jogo muito agradável de cunho claramente familiar.

Aceitam-se as críticas às diversas limitações estratégicas do jogo mas mesmo assim é daqueles jogos que se joga a qualquer momento, como café!

Os puristas da estratégia passaram claramente ao lado, para quem gosta de experimentar jogos pelo prazer da descoberta e pela novidade, deve experimentar (e porque não no RiaCON ;) )!

Ligações:

Site do jogo AQUI

Ficha BGGAQUI

Regras Espanhol AQUI

Vídeo (alemão) AQUI

Comprar:

Amazon.de AQUI

Projeto Cidadania a Jogar – 2º Período

2014/04/14

Com as férias da Páscoa a decorrem é uma boa altura para publicar algumas fotos ilustrativas do nosso projeto disciplinar de Cidadania, no agrupamento do Búzio em Vale de Cambra.

O projeto foi sucintamente explicado noutro artigo publicado aqui no JogoEu.

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Der schatz von castellina

2014/04/14

Sint-Castellina

Sinopse:

Ser o primeiro jogador a conseguir, através do tato e de uma boa memorização visual, encontrar os 10 tesouros (cubos e cilindros) da sua cor.

Como se joga:

No início do jogo monta-se o castelo e coloca-se a cobertura junto ao portão de entrada.

Espalham-se os cubos e cilindros de madeira no interior do castelo (tesouros). Cada jogador escolhe uma cor e recebe uma ficha baú nessa cor. De entre os diferentes cubos e cilindro há cubos branco que não valem nada para ninguém!

O jogo joga-se por turnos e ao início do turno os jogadores podem olhar para os cubos no interior do castelo durante 10 segundos, depois viram o castelo de forma a não poderem ver o que lá está no interior e com a ajuda do tato tentam encontrar um tesouro da sua cor.

Durante a procura é permitido mover os tesouros mas é pouco aconselhado que se faça pois a probabilidade de perder a referência da memorização visual é grande!

Se um jogador, na sua vez, conseguir pegar num tesouro da sua cor pode colocá-lo na sua ficha baú, no caso de tirar um cubo da cor de um adversário é esse que ganha o tesouro! Se o jogador tirar um tesouro da cor branca, fica com ele mas coloca-o fora do desenho do seu baú. Cada jogador só pode ter 2 tesouros brancos, se tirar o terceiro o jogador é eliminado do jogo!Se um jogador conseguir encontrar 10 tesouros, a partida termina imediatamente e esse jogador é declarado vencedor!

Avaliação:

É a primeira review de jogos da Moses que fazemos aqui no JE e começámos logo muito bem. Efetivamente Der schatz von castellina, é um jogo infantil muito bem produzido que regala os olhos e para esse efeito as ilustrações de Michael Menzel dão uma ajuda preciosa!

O jogo usa o mecanismo da memorização, tão usada nos jogos infantis, adicionando-lhe a componente do tato.

Uma boa coordenação oculo-manual e um boa noção da espacialidade são componentes mobilizados neste jogo o que o torna também num excelente complemento formativo na educação de crianças em idade pré-escolar.

A tensão que se gera no momento de confirmar qual a cor do tesouro escolhido torna este jogo muito divertido e com muita rejogabilidade entre os mais pequenos.

Interessante também a possibilidade de jogar de forma cooperativa em equipa, em que um dos jogadores dá indicações ao jogador que não que procura num dado tempo limite (ampulheta). Esta variante não é oficial mas deu bastante resultado, sobretudo com as crianças mais novinhas.

Um jogo muito interessante e que pelo seu preço vale mesmo a pena ter, especialmente recomendado para pais de crianças em idade pré-escolar!

Ligações:

Site do jogo AQUI

Ficha BGGAQUI

Vídeo (alemão) AQUI

Comprar:

Amazon.de AQUI

Novidades de La Granja

2014/04/14

Em janeiro demos conta da preparação de um novo jogo por parte da editora alemã Spielworxx chamado Arkwright. Agora a editora volta mostrar mais novidades…

Efetivamente, a dupla Andreas Odendahls e Mike Kellers encontra-se a desenvolver o protótipo La Granja. Entretanto a editora divulgou algumas imagens da capa do jogo e do tabuleiro.

                

La Granja é um jogo para 1 a 4 jogadores com duração aproximada de 120 minutos e onde se tem de desenvolver uma quinta, produzindo diferente produtos agricolas e pecuárias para mais tarde vender.

 

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