Já foram divulgados os nomes dos finalista ao Nederlandse Spellenprijs 2012, qualquer coisa como, Jogo do Ano holandês.
E os finalista deste ano são:
- Lancaster, de Matthias Cramer
- Mondo, de Michael Schacht
- Ninjato, de Dan Schnake & Adam West
- Power Grid: The First Sparks, de Friedemann Friese
- Takenoko, de Antoine Bauza
Quem ganhará o logo deste ano para colar na caixa?…
Jigajoga retorna…
Em virtude de compromissos pessoais, o nosso encontro mensal esteve parado durante bastante tempo. Passados os referidos compromissos está na hora de retomar o ritmo mensal do Jigajoga, que entretanto ganhou uma irmã mais “viciada” (Jogatina), que se realiza todas as quartas-feiras no bar dos Galitos, em Aveiro, das 21h30 até à meia noite.
Mas o motivo deste artigo é anunciar o nosso encontro mensal – Jigajoga- que acontecerá no próximo dia 2 de junho. Será das 14h30 até às 20h e decorrerá no Centro Paroquial de São Bernardo em Aveiro. Se estiverem interessados em vir e não souberem o caminho podem consultar a página do Jigajoga – AQUI - se mesmo assim ainda não souberem muito bem como chegar, enviem-nos um mail, teremos todo o prazer em vos esclarecer!
Por isso, se tencionais brindar-nos com a vossa presença fazei-vos ouvir – AQUI.
Alien Frontiers: Aurora disponível em Ulule
Alien Frontiers: Aurora, a edição international de Alien Frontiers, está disponível em Ulule.com.
O jogo de tabuleiro Alien Frontiers da Clever Mojo Games foi um dos primeiros jogos de tabuleiro financiados com sucesso no site Kickstarter. A primeira impressão de 1000 cópias esgotou em escassas semanas depois do seu lançamento em Outubro de 2010. A segunda impressão de 3000 cópias esgotou mal foi colocada à venda em Abril de 2011.

O jogo criado por Tory Niemann e ilustrado por Mark Maxwell foi muito bem recebido pelos jogadores de jogos de tabuleiro e pela crítica de todo o mundo e está atualmente classificado no TOP 100 dos melhores jogos de tabuleiro do mundo no site BoardGameGeek.com.
O jogo tinha lançamento agendado na Europa Ocidental pela mão de uma editora de renome, mas isso não chegou a acontecer. Agora, a polaca, LocWorks, está a chamar os fãs de jogos de tabuleiro de todo o mundo e a pedir-lhes que ajudem com o financiamento de Alien Frontiers: Aurora, a edição internacional do excelente jogo de tabuleiro de Tory Niemann. Se for financiado com sucesso, o jogo será totalmente localizado em checo, holandês, francês, alemão, italiano, polaco, português e espanhol, e será lançado em novembro de 2012.
A plataforma escolhida para esta iniciativa é Ulule.com. Com 861 projetos já financiados por utilizadores de 103 países, Ulule.com é um excelente centro para projetos multilingues, e também porque está disponível em inglês, francês, alemão, italiano, espanhol e português.
Podem encontrar mais informações do jogo AQUI.
Alchemist
Sinopse
Fogo, ar, água e terra… naaaa, só estava a brincar! Isso de quatro elementos serem a fundação de toda a existência é coisa de alquimista supersticioso e ortodoxo… nada disso! Aqui trabalha-se com material a sério: patas de de ave, cogumelos, veneno de cobra, olhos de trol e aranhas! Com este material a sério faz-se coisas sérias: poções! Mágicas ou não ninguém sabe ao certo, mas não fosse alguém acusar-nos de nada perceber do assunto em mãos, é melhor atribuir valores a estas receitas maravilha para que os seus autores possam validar-nos como entendido na matéria! Então em Alquimista, os jogadores representam uma de 5 famosas escolas que vão, no decorrer do jogo, criar novas receitas ou copiar outras já existentes com diversos ingredientes para ganharem fama (pontos) e assim vencerem o jogo.
Como se joga?
Em Alquimista, cada jogador representa uma de 5 escolas. Estas têm cada uma afinidade especial com um dos cinco ingredientes do jogo (patas de ave, cogumelos, veneno de cobra, olhos de trol e aranhas) e no início do jogo é atribuído secretamente a cada jogador um desses ingredientes o que determinará a afinidade desses jogadores. Agora desdobramos o tabuleiro e colocamo-lo no centro da mesa ao alcance de todos os jogadores. O tabuleiro apresenta-se-nos com um aspeto sinistro remontando ao estilo renascentista e ilustra 10 caldeirões do tipo usado pelas bruxas.
Estes caldeirões têm espaço para um total de 5 ingredientes e um círculo no qual os jogadores colocam um disco seu a demarcar a sua autoria sobre a receita daquele caldeirão. Por cima de cada caldeirão tem ilustrado dois ingredientes diferentes, que representam o resultado da receita desse caldeirão e ainda um quadrado vazio no qual será colocado um marcador, o qual determinará o valor desse mesmo ingrediente.
Existem 10 marcadores de pontuação que vão de 1 a 10. Cada jogador recebe um visor que vai bloquear a curiosidade dos adversários e por trás do qual vai esconder os ingredientes que atualmente possui, assim como o marcador que identifica a sua afinidade e ainda terá ao seu dispor 5 discos da sua cor, estes são utilizados para marcarem os caldeirões nos quais publicaram as suas famosas receitas. O tabuleiro será portanto uma espécie de almanaque de receitas alquimistas.
Os ingredientes são pequenos cubos de madeira em 5 cores diferentes. O jogo vem ainda com uma bolsa de tecido dentro da qual serão colocados um determinado número de ingredientes de cada cor dependendo do número de jogadores a participar no jogo (que pode ser qualquer número entre 2 a 5) os restantes cubos são colocados no mercado público e organizados por cor. No início do jogo, cada jogador retira secretamente 12 ingredientes dessa bolsa e coloca-a atrás do seu visor para que ninguém veja o que lhe saiu. Quando todos tiverem os seus 12 ingredientes, estamos prontos para jogar. O jogo é jogado à vez, no sentido dos ponteiros do relógio, e na sua vez cada jogador tem 4 possibilidades de jogo:
- Publicar uma nova receita
- Copiar um receita já publicada
- Passar e adicionar 2 ingredientes da bolsa à sua “dispensa”
-Passar e adicionar 1 ingrediente à escolha do mercado público à sua “dispensa”
Publicar uma nova receita: Se um jogador decidir publicar uma nova receita, esse jogador vai escolher um dos 10 caldeirões, vai colocar até 5 ingredientes nesse caldeirão e atribuir-lhe uma pontuação à escolha! Pois leu bem! O jogador que publica a receita é que escolhe quanto essa receita vale! “Então nesse caso”, oiço-o a pensar, “ele vai dar-lhe sempre a pontuação mais alta”, sim sim claro, mas há um pequeno truque: Quando um jogador cria uma receita nova, coloca lá os ingredientes que quer utilizar, escolhe a pontuação que valerá essa mesma receita, e depois pontua esses pontos, MAS! A partir de agora, nunca mais poderá copiar essa receita porque é sua!! Os jogadores só podem copiar receitas publicadas por outros jogadores, o que nos leva à segunda opção de jogo:
Copiar uma receita já publicada: em vez de criar posso copiar. Para isso o jogador terá que remover de entre os ingredientes que possui a combinação daqueles que perfazem a receita a ser copiada, e entre esses ingredientes são todos retirados de jogo (devolver para a caixa do jogo) exceto um à escolha de quem copia, esse cubo vai como doação para o autor da receita. Depois, quem copiou, pontua o valor que tinha sido atribuído a essa mesma receita e ainda recebe os dois ingredientes que dela resultam. A regra de ouro nesta opção é que só se pode copiar uma receita que seja dos adversários! E é por isso que não é tão fácil quanto isso decidir a pontuação a atribuir quando elaboramos uma nova receita, é que só a pontuamos 1 vez no jogo e os outros, tantas quanto conseguem/querem imitar!
Se não pudermos/quisermos publicar ou copiar, podemos simplesmente passar e escolher adicionar 2 ingredientes aleatórios da bolsa às que já temos, ou adicionar 1 à escolha do mercado público às que já temos.
Depois de executar qualquer uma destas 4 ações, é a vez do próximo. O jogo termina quando 3 ingredientes do mercado público estiverem esgotados. Depois são reveladas as afinidades e os ingredientes ainda existentes por trás dos visores de cada jogador, determina-se qual o ingrediente mais utilizado durante a partida e o jogador com afinidade por esse ingrediente ainda recebe pontos adicionais, também o segundo mais gasto, etc. exceto o menos gasto que não leva pontos bónus. No final, quem tiver mais fama, ganhou!
O que penso do jogo
Este jogo é no mínimo original. E isto merece, só por si, que ao jogo seja dado uma hipótese antes de o descartar. A Amigo é conhecida pelos jogos de cartas que publica, não pelos jogos de tabuleiro. Estes são por norma medíocres, mas de ora em quando lá aparece um que vale bem a pena (Elfenland e Valhalla por exemplo) e Alchemist é um deles a meu ver. Não conheço nenhum outro jogo onde o autor de uma ação decide também sobre o valor da mesma; adicionemos a isto a penosa decisão a ser feita sabendo que estaremos a beneficiar os outros e temos um jogo que gera algum nervosismo. É também pouco convencional no sentido de ter uma forma de desenvolvimento inversa à do normal. O habitual num jogo é termos poucas opções inicialmente, e estas virem a aumentar conforme o jogo se desenvolve. Aqui é o oposto, na primeira partida é difícil ter noção sobre o que fazer, há os 10 caldeirões disponíveis, podemos fazer qualquer receita e só conforme se vão ocupando os caldeirões, isto é, vão se reduzindo as possibilidades de jogo, é que vamos tendo mais perspetiva sobre o que fazer. Esta orgânica torna o jogo muito interessante mas requer que seja jogado pelo menos umas 3 vezes antes de se decidir sobre se se gosta dele ou não, daí que a minha recomendação seja: 3 partidas obrigatórias.
O que menos gosto no jogo: o amarelo (aranhas) é uma cor demasiado escura no tabuleiro. Nos cubos não há qualquer problema, mas no tabuleiro, o amarelo é tão torrado que parece laranja, e por vezes acontece um jogador fazer mal uma receita por causa disso, só mesmo quando as duas cores estão justapostas é que nos relembramos de que é amarelo e não laranja…
O que mais gosto no jogo: a mecânica original e o design muito obscuro. O tabuleiro é simplesmente belo (e sinistro… aquela mão perturba…).
Les rencontres Ludopathiques 2012
Se há encontro que transpira “charme” e “beleza” é o que Bruno Faidutti organiza todos os anos por esta altura do ano. Chama-lhe “Les rencontres Ludopathiques”.

Durante um fim de semana, e com uma lista de convidados muito exclusiva, Faidutti recebe em Etourvy, localidade aninhada entre Troyes, Dijon e Auxerre no centro norte de França, os seus amigos, entre os quais se contam personalidades bem conhecidas do mundo dos jogos de tabuleiro, criadores, editores e distribuidores.
Este ano, e pela 19ª vez, o criador francêsrodeou-se dos seus amigos jogadores e foi possível ver muitos dos protótipos que virão para o mercado nos próximos tempos.
Para quem não foi convidado resta ser “penetra” e dar uma vista de olhos nas fotos - AQUI !
O autor aproveitou também a ocasião para informar os seguidores do seu site, que dentro em breve este será eliminado e substituído por blog mais simples. Resta-nos lamentar essa decisão, pois a ludothèque idéale foi/é uma referência para muitos jogadores.
Finalistas do SdJ 2012
E eis que se apresentam os finalistas ao prémio mais importante da indústria de jogos de tabuleiro – Spiel des Jahres 2012. E os finalistas são:
Categoria de Jogo do Ano
- Eselsbrücke de Stefan Dorra e Ralf zur Linde, Editora: Schmidt

- Kingdom Builder de Donald X. Vaccarino, Editora: Queen Games

- Vegas de Rüdiger Dorn, Editora: Alea / Ravensburger.

Categoria de Jogo do Ano Infantil
- Die kleinen Drachenritter de Marco Teubner, Editora: HUCH! & friends,

- Schnappt Hubi! de Steffen Bogen Editora: Ravensburger

- Spinnengift und Krötenschleim de Klaus Teuber Editora: Kosmos

Categoria de Jogo do Ano Expert
- K2 de Adam Kaluza Editora: rebel.pl

- Targi de Andreas Steiger Editora: Kosmos

- Village de Inka e Markus Brand Editora: eggertspiele/Pegasus

Anúncio dos vencedores – 11 de junho será revelado o jogo do ano infantil e no dia 9 de julho as outras duas categorias – Jogo do ano e Jogo do ano Expert.
Vamos votar?
Um pedido à comunidade de boardgamers portugueses: passem no facebook da Lookout Games e votem Oporto… vejam melhor
AQUI
Habilitem-se a ganhar uma versão do jogo Le Havre!

RiaCON – Iniciativas
No ano passado a ajuda da malta de Águeda ao RiaCON passou sobretudo pela organização do I Torneio Nacional de Mölkky. As coisas correram francamente bem, que este ano decidimos convidá-los de novo, no entanto, além da segunda edição do Torneio Nacional de Mölkky, a malta do JogoAberto vai-nos brindar com um jogo muito “louco” – Vou-te comer a peça.
Há muito que assemelho o Bitocas, um dos mentores do JogoAberto, com o célebre e igualmente desconcertante Roberto Fraga, mais, afirmo mesmo que ele é o Roberto Fraga português!
Em jeito de convite cá fica o texto em que os amigos do JogoAberto nos convidam a jogar com eles o Vou-te comer a peça:
Estás com fome? Estás entretido a jogar com os teus amigos e não consegues te levantar para ir comer uma bucha?Chegou a solução: Agora os jogos têm peças de comer. Ou seja, joga bem e comes literalmente a peça do teu adversário.
Escolhe as peças como quem escolhe as armas para um duelo e senta-te para petiscar.Oferece prendas lúdicas e saborosas, temos caixas de jogo “Vou-te comer a peça” prontinhas para a viagem.
Graf Ludo 2012 – os finalistas
São já conhecidos os finalista deste ano ao prémio de melhor design gráfico de jogos de tabuleiro. A lista é a seguinte:
Categoria „Melhor design gráfico para jogo familiar“ GRAF LUDO 2012:
- Das letzte Bankett (Editora: Gameheads/Heidelberger, Ilustrador: Simon Eckert, Autores: Michael Nietzer, Oliver Wolf)
- Drecksau (Editora: Kosmos, Ilustrador: Frank Bebenroth, Katja Witt, Autor: Frank Bebenroth)
- Grimoria (Editora: Schmidt, Grafik: Eckhard Freytag, Wollinsky & Partner GmbH, Autor: Hayato Kisaragi)
- Santa Cruz (Editora: Hans im Glück, Ilustrador: Michael Menzel, Andreas Resch, Autor: Marcel-André Casasola Merkle)
- Santiago de Cuba (Editora: eggertspiele/Pegasus, Ilustrador: Michael Menzel, Autores: Michael Rieneck, Stefan Stadler)
- Waka Waka (Editora: Kosmos, Ilustrador: Michael Menzel, Autor: Rüdiger Dorn)
Categoria „Melhor design gráfico para jogo infantil“ GRAF LUDO 2012:
- Der versteckte Schlüssel (Editora: Haba, Ilustrador: Mark Robitzky, Autores: Inka Brand, Markus Brand)
- Schnappt Hubi! (Editora: Ravensburger, Ilustrador: Rabbix GmbH, Autor: Steffen Bogen)
- Spiegel-Spukschloss (Editora: Drei Magier, Ilustrador: Rolf Vogt, Autores: Thomas Daum, Violetta Leitner)
- Spinnengift und Krötenschleim (Editora: Kosmos, Ilustradora: Gabriela Silveira, Autor: Klaus Teuber)
- Wizard Junior (Editora: Amigo, Ilustrador: Franz Vohwinkel, Autor: Ken Fisher)
- Zebra-Schwein (Editora: Schmidt, Ilustradores: Anne Pätzke, Maike Schiller, Autores: Emily Brand, Lukas Brand)

Cheirinho de arte
Vital Lacerda (Vinhos, CO2), apresenta-nos mais um protótipo que promete dar que falar. Vai chamar-se O Galerista. O autor levantou um pouco o véu e apresento-nos o novo “menino dos seus olhos”.
No mundo da Arte Moderna, os jogadores desempenham o papel de Galeristas, tentando levar a sua própria galeria ao sucesso.
Para o conseguir eles terão de organizar as mais valiosas exposições para que o maior número de visitantes possa admira-las.
Para as organizar, os jogadores terão de as planear, comprar obras de arte a artistas ou adquiri-las em leilão.
Mas conseguir grandes exposições não é tarefa fácil, é preciso ter olho para conseguir a arte mais valiosa, planear, estar preparados para lidar com críticos arte, flutuações de mercado, tempo muito limitado, adversários ferozes e a entrada de novos e melhores artistas no meio artístico.
Em O galerista, o jogador vai treinar novos artistas, para que estes criem valiosas obras de arte, vai gerir assistentes, lidar com os media, participar em leilões, apresentar exposições no menor espaço de tempo possível para conseguir fidelizar e atingir as expectativas do público já conquistado.
Quanto mais público visitar e apreciar o trabalho exposto, maior reconhecimento o Galerista ganhará.
No final o galerista com maior reconhecimento no mundo artístico será o vencedor.
Agora só o tempo e um editor disponível para o editar, nos poderá ajudar a provar que somos bons negociadores de arte! Mas os condimentos estão cá…









